A Divina Comédia Audiolivro Por Dante Alighieri, José Pedro Xavier Pinheiro - tradução capa

A Divina Comédia

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A Divina Comédia

De: Dante Alighieri, José Pedro Xavier Pinheiro - tradução
Narrado por: Antonio Sergio Grell
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Sobre este título

Um dos maiores clássicos da literatura universal, A Divina Comédia escrita por Dante Alighieri no século XIV narra a odisseia espiritual do próprio personagem de Dante. Dividido em três partes, Inferno, Purgatório e Paraíso, o poema épico italiano soma com perfeição 100 cantos e 14.233 versos que foram posteriormente nomeados como ""tercetos dantescos"" em homenagem ao autor.

A obra conta com muitos personagens bíblicos e literários, como Virgílio, Beatriz e São Bernardo que acompanham Dante em sua fascinante e divertida jornada. Força e originalidade são pautadas pela incrível riqueza alegórica do texto, que o torna atemporal e indispensável para todos os amantes da literatura.

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Poesia
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A conclusão é clara: o Inferno é disparado o melhor, o Purgatório é um meio-termo aceitável, e o Paraíso é o mais fraco dos três. É uma jornada literária decrescente.

A cosmologia que Dante cria é curiosa: o Inferno é um buraco no chão, o Purgatório é uma ilha no meio do oceano, e o Paraíso está nos planetas - literalmente. Dante voa até os planetas para encontrar as almas bem-aventuradas. Em Saturno, por exemplo, encontra São Bento. Não dá para não ser “mais romano” que isso, com uma cosmologia completamente baseada na astronomia ptolomaica medieval.

O Inferno é a parte mais forte da obra. Cada círculo tem sua lógica implacável, seu contrapasso perfeitamente adequado ao pecado. Os detalhes que me passaram despercebidos na primeira leitura agora saltaram aos olhos: Lúcifer com três rostos de cores diferentes (vermelho, amarelo, negro), cada um mastigando eternamente um traidor - Judas na boca central, Brutus e Cássio nas laterais. O primeiro círculo com os filósofos não batizados no Limbo. Tudo isso forma um imaginário popular que atravessa séculos. Quando pensamos no Inferno cristão, muito do que imaginamos vem de Dante, não da Bíblia.

O Purgatório já perde força. A ideia de auto-descoberta de Dante é boa - ele tem pecados escritos na testa que vão sendo removidos conforme sobe a montanha, encontrando no caminho figuras conhecidas. Mas o Purgatório em si me pareceu muito um “soft inferno” - uma versão amenizada, sem a criatividade e a força visual dos círculos infernais. Dá para perceber que o próprio Dante não sabe ao certo o que tem no Purgatório. Até então, a ideia popular era que Deus fazia as pessoas pagarem e se arrependerem em vida, sendo o Inferno lugar para quem não se converteu e o Purgatório para quem se converteu e espera as orações dos vivos. Dante trabalha com esse conceito, mas parece menos seguro do que estava ao descrever o Inferno.

O Paraíso é onde Dante realmente perde a mão. É visível que aqui a obra se esvazia narrativamente. O problema é que falta concretude, falta dramaticidade, falta aquela visceralidade que tornava o Inferno tão impactante. O Paraíso é etéreo demais, abstrato demais, filosófico demais. Dante voa de planeta em planeta tendo conversas teológicas cada vez mais abstratas com almas bem-aventuradas que explicam a natureza de Deus, da graça, da predestinação. É uma leitura que cansa, que não prende, que não tem a mesma força narrativa.

Entendo que Dante estava tentando representar algo que, por definição, está além da compreensão humana - mas o resultado é uma obra que funciona melhor quanto mais próxima está do humano, do concreto, do sofrimento. O Inferno é humano demais em seus horrores. O Purgatório ainda mantém algo dessa humanidade na jornada de purificação. O Paraíso se perde na abstração teológica.

Agora, tem um detalhe que não posso deixar passar: se um dia você quiser receber um livro de um crush, escolha que ele se inspire em Dante. Virgílio te acompanha durante o Inferno e o Purgatório, mas sua amada, Beatriz - no qual Dante nunca superou - te guia no Paraíso. É literalmente uma forma beeeeem “marromeno” de falar que ela é um anjo em sua vida. Hahahaha! Dante passou a vida inteira obcecado por uma mulher que ele mal conheceu pessoalmente e transformou isso na maior declaração de amor da literatura ocidental. É romântico? É. É também um tanto quanto obsessivo? Também é. Mas funciona como gesto literário.

A Divina Comédia é uma obra que vale a pena conhecer - mas vá preparado para uma jornada decrescente, onde o ponto alto está justamente no lugar mais baixo: o Inferno.

Uma jornada decrescente - quando o melhor está no fundo do buraco

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A Divina Comédia é um dos maiores eventos literários da história da literatura. Uma obra rica, plena de referências e, mesmo que o leitor, não aprecie temas religiosos, há de concordar que a travessia de Dante e Ovídio pelo inferno, purgatório e céu, são repletas de imaginação e poesia.

Livro magnífico

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Gostei muito da leitua, porém o conteúdo muito cansativo devido a linguagem muito rebuscada. Espero que algum corajoso possa fazer uma adaptação na linguagem mais atual. Uma visão incrível do Plano Espiritual. Segundo comentários aleatórios no mundo espírita, soube que Dante realmente foi levado em sono nas esferas espirituais para poder relatar com tantos detalhes os locais visitados e situações vivenciadas no Plano Espiritual. Enfim, gostei bastante de ouvir o Audiolivro desse Clássico tão Espiritual.❣👌🎧📚

Uma visão espiritual incrível para época 📚👌

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Tentei ler algumas vezes, mas sempre desisti pela dificuldade da composição poética, porém em audiolivro fluiu muito bem. Gostei do narrador. Recomendo pra quem queira conhecer os poemas de Dante, mas fica entediado com a leitura.

Obra difícil de ler, mas que fluiu bem em audio.

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A história da divina comedia em si n tem problemas, o problema é q o audio livro pega uma das tradições de mais difícil entendimento, ai fica parecendo q o cara ta lendo em outra língua

N sei ouvir ieroglifos

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