• A sociedade contra o Estado

  • Pesquisas de antropologia política.
  • De: Pierre Clastres
  • Narrado por: Paulo Carvalho
  • Duração: 10 horas e 48 minutos

Experimente por R$ 0,00

R$ 19,90 /mês

R$ 19,90/mês após o teste gratuito de 30 dias. Cancele a qualquer momento.
Curta mais de 100.000 títulos de forma ilimitada.
Ouça quando e onde quiser, mesmo sem conexão
Sem compromisso. Cancele a qualquer momento.
A sociedade contra o Estado  Por  capa

A sociedade contra o Estado

De: Pierre Clastres
Narrado por: Paulo Carvalho
Assine - Grátis por 30 dias

Depois de 30 dias, R$ 19,90/mês. Cancele quando quiser.

Compre agora por R$ 41,99

Compre agora por R$ 41,99

Pagar usando o cartão terminado em
Ao confirmar sua compra, você concorda com as Condições de Uso da Audible e a Política de Privacidade da Amazon. Impostos, quando aplicável. PRECISA SER AJUSTADO

Sinopse

O poder nem sempre é exercido numa relação hierárquica de dominação e submissão - esta é a tese desenvolvida por Pierre Clastres neste que é um dos mais importantes trabalhos de antropologia política do século XX. Os onze artigos, publicados entre 1962 e 1974, fazem uso do arcabouço teórico desenvolvido por autores franceses como Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault. O autor se baseia em estudos etnológicos e em sua vivência com populações indígenas da América do Sul para formular um novo conceito de política. O audiolivro foi uma referência importante no argumento de Mil platôs, de Gilles Deleuze e Félix Guattari.

De acordo com a visão corrente na época, as sociedades primitivas seriam desprovidas de uma esfera política por não apresentarem formas de exercício de poder iguais às ocidentais - isto é, as relações hierarquizadas e autoritárias de comando-obediência que normalmente são associadas ao Estado. O autor reivindica uma revolução copérnica que liberte a antropologia desta postura etnocêntrica e possibilite uma interpretação mais ampla das relações de poder, abrindo o caminho para o estudo da política nesses povos. Ao analisar as características da posição do chefe, Clastres defende que a ausência de Estado não é casual. Ao contrário, as sociedades primitivas fazem um esforço ativo de regular as interações do chefe com o grupo, estabelecendo os parâmetros segundo os quais as trocas ocorrerão. Clastres propõe uma inversão da lógica marxista segundo a qual o poder de poucos sobre muitos deriva da desigualdade social; defende, ao contrário, que a desigualdade é uma consequência da atribuição de um poder autoritário a um grupo dominante. Assim, em oposição ao conceito de sociedade sem Estado, ele propõe o de sociedade contra o Estado: sociedades que atuam impedindo a conversão do poder do chefe em autoritarismo.

Além do prefácio assinado por Tânia Stolze Lima, etnóloga e professora associada do Departamento de Antropologia da UFF, e Marcio Goldman, professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ), a edição inclui uma interessante entrevista com o autor feita por jovens estudantes da revista L'Anti-Mythe, na qual fica evidente seu propósito de ampliar a reflexão sobre a política nas sociedades com Estado a partir de um deslocamento do olhar proveniente da pesquisa etnológica.

©2017 Ubu Editora; 1974 Les Éditions de Minuit (P)2021 Audible, Inc.

O que os ouvintes dizem sobre A sociedade contra o Estado

Nota média dos ouvintes. Apenas ouvintes que tiverem escutado o título podem escrever avaliações.

Avaliações - Selecione as abas abaixo para mudar a fonte das avaliações.