Cidadã de segunda classe
Falha ao colocar no Carrinho.
Falha ao adicionar à Lista de Desejos.
Falha ao remover da Lista de Desejos
Falha ao adicionar à Biblioteca
Falha ao seguir podcast
Falha ao parar de seguir podcast
Experimente por R$ 0,00
Compre agora por R$ 34,99
-
Narrado por:
-
Denise Simonetto
Sobre este título
Na Nigéria dos anos 60, Adah precisa lutar contra todo tipo de opressão cultural que recai sobre as mulheres. Nesse cenário, a estratégia para conquistar uma vida mais independente para si e seus filhos é a imigração para Londres. O que ela não esperava era encontrar, em um país visto por muitos nigerianos como uma espécie de terra prometida, novos obstáculos tão desafiadores quanto os da terra natal. Além do racismo e da xenofobia que Adah até então não sabia existir, ela se depara com uma recepção nada acolhedora de seus próprios compatriotas, enfrenta a dominação do marido e a violência doméstica e aprende que, dos cidadãos de segunda classe, espera-se apenas submissão.
©1974 Buchi Emecheta (P)1974 Buchi EmechetaInteressante conhecer as culturas e a vida difícil que as mulheres têm em todo o mundo
Ocorreu um erro. Tente novamente em alguns minutos.
Uma história simples e forte!
Ocorreu um erro. Tente novamente em alguns minutos.
Esse é o segundo livro que leio da autora. No anterior, encontrei uma narrativa forte e envolvente. Aqui, embora reconheça a importância do que está sendo contado, a leitura me causou mais irritação do que empatia.
Eu sei que a Nigéria carrega costumes muito diferentes e específicos em relação ao papel feminino e é justamente isso que a autora denuncia com tanta franqueza. Ainda assim, acompanhar a extrema submissão da protagonista me incomodou profundamente. Em vários momentos, senti dificuldade de me conectar com suas escolhas e silêncios. A repetição das situações de opressão, embora realista, tornou a leitura emocionalmente desgastante.
O livro tem força temática, sem dúvida. Emecheta escreve com clareza e intenção, expondo desigualdades estruturais sem romantização. Mas, para mim, faltou maior elaboração emocional em certos trechos, e o desfecho me pareceu repentino, quase inconclusivo, como se a história tivesse sido interrompida antes de amadurecer plenamente.
É uma obra relevante, especialmente para quem deseja compreender mais sobre as experiências femininas em contextos culturais rígidos e sobre os desafios da diáspora africana. Ainda assim, foi uma leitura que admirei mais pela importância do que propriamente pelo envolvimento.
Nem todo livro que reconhecemos como necessário é, para nós, um livro que toca. E tudo bem.
Recomendo para quem se interessa por literatura africana e discussões sobre patriarcado.
Uma história necessária, mas difícil de abraçar.
Ocorreu um erro. Tente novamente em alguns minutos.