Escrevo seu nome no arroz Audiolivro Por Caetano Romão capa

Escrevo seu nome no arroz

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Escrevo seu nome no arroz

De: Caetano Romão
Narrado por: Caetano Romão
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Sobre este título

Em uma cidade na zona rural, de terra vermelha e com uma figueira num descampado, dois irmãos agora órfãos enterram a mãe. Simão, o mais velho, é dado às marras e confusões e protege o caçula, mais sensível, das hostilidades alheias. O menor é gago e, embora não consiga pronunciar trava-línguas, narra o romance em capítulos curtos com seu pensamento "sem rebarba" e uma linguagem única, que situa Caetano Romão entre os grandes prosadores de sua geração. Um dos irmãos tem como amuleto o nome gravado no arroz, o outro não desgruda de seu baralho. Os dois têm casa, caminhonete, gato e um ao outro, pois, como afirma Andrea del Fuego na orelha do livro, "o afeto é um jeito de esquecer a terra que aguarda seus corpos". Eles estão unidos pelo ritmo do cotidiano e coreografam seus gestos, sombras e mistérios até que começam a escutar vozes vindas do ventre da terra, ininteligíveis e inexplicáveis, e a lógica da proteção se inverte. Simão começa a padecer de certo mal invisível, enquanto o caçula-protagonista se encarrega de curá-lo. Minucioso na limpeza e arrumação, o narrador é o responsável pelos cuidados da casa, por manter a ordem, a compreensão, a sagacidade diária. O que era fragilidade pouco viril torna-se triunfo. Mas o mundo dos sentidos explícitos não é o deste Escrevo seu nome no arroz. Romance de estreia de Caetano Romão, este livro é muito mais uma ode às linguagens, ou, como chamou Edimilson de Almeida Pereira, uma "alquimia ficcional". Por sua prosa poética e bem-humorada, somos levados para a oralidade dos recantos do país, engolfados em um solo fértil de sabedoria popular, superstições, encantos e horrores que pairam nos quintais. Seja pelas traquinagens dos gatos, pelas curas com banhos, xaropes, unguentos e fés não ditas, seja pelos personagens que pegam carona no alumbramento da paisagem, o livro nos povoa de feitiços: os da língua e os sobrenaturais.

©2024 Caetano Romão (P)2024 Fósforo Editora
Gênero Ficção Vida em Família
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Mais relevantes
Achei o livro muito singular. A escrita do autor é bem sensível e delicada, marcada pela memória, pelo afeto e pelas ausências que moldam quem somos. É um livro sobre lembrar, mas também sobre tentar não esquecer aquilo que nos atravessou.
É uma leitura curta, porém intensa, que pede calma e entrega. Funciona muito bem para leitores que gostam de prosa poética, textos sensoriais e livros que não oferecem respostas prontas, mas sensações.

Prosa poética

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acabei de ouvir e saí com sentimentos meio mistos. a escrita dele é muito poética, cada frase parece querer ser uma pequena obra de arte, e às vezes soou meio forçada. confesso que me senti meio fora de sintonia, como se meu repertório poético não fosse suficiente para acompanhar, e em alguns momentos o livro não me pegou tanto. o que mais me deixou inquieta foi a relação entre os irmãos. tem uma tensão estranha, confusa, quase proibida, que não é explícita, mas dá aquela sensação de inquietação. é como se ele quisesse mostrar que os laços familiares podem ser complicados demais, cheios de ciúmes, afeto intenso e proximidade demais, quase demais
no fim, o livro funciona mais como uma experiência de sentir do que de entender. e eu não senti muito. ele não entrega uma história linear clara, mas provoca reflexões, desconfortos (sobre o gato... precisava?) e pequenas emoções. talvez seja justamente isso que dá valor à obra, mesmo que não tenha me fisgado totalmente. enfim, não foi um livro que me pegou totalmente, a escrita me pareceu carregada e a relação dos irmãos me deixou desconfortável, mas ao mesmo tempo tem valor na experiência sensorial, na provocação de sentimentos e reflexões, então não seria uma nota baixa. é aquele meio termo: interessante, mas não envolvente o suficiente para ser excelente na minha percepção.

complicado

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