La provinciale Audiolivro Por Alberto Moravia capa

La provinciale

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La provinciale

De: Alberto Moravia
Narrado por: Maria Grazia Mandruzzato
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Che cosa fa una ragazza ingenua, ambiziosa, che non si rassegna a sistemarsi con un matrimonio qualunque? che vuole evadere dal meschino mondo della provincia che ragiona per pregiudizi e condanna senza appelli una donna sulla base del sentito dire?
È una delle eterne domande della vita e della letteratura, soggetto di innumerevoli scritti, tra cui "La provinciale" di Alberto Moravia, un racconto pubblicato nel 1937 e inserito nella raccolta "L'imbroglio", diventato poi soggetto nel 1953 di un film considerato tra i più belli di Mario Soldati, con Gina Lollobrigida e Gabriele Ferzetti.

Gemma (la protagonista) è il prototipo letterario delle ragazze convinte che l'avvenenza fisica sia il passaporto per il successo e la notorietà, e che sia possibile trovare delle illusorie scorciatoie per vivere una vita felice e spensierata. In questo senso il racconto è di grande attualità.

(c)+(p) 2008 Il Narratore s.r.l.
Antologias e Contos Gênero Ficção Vida em Família
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Moravia é a prova cabal de que a genialidade bafeja quem lhe souber melhor, indiferente à formação técnica -ou sua falta- do candidato. Acometido por doença incapacitante na juventude, esteve internado em Bressanone (Alto Adige para os italianos e Sudtirol para os austríaucos vizinhos) por vários anos, o que o impediu de frequentar a escola regularmente. Mas aproveitou o tempo ocioso para devorar uma infinidade de livros, mergulhado na mais profunda introspecção. E daí brotou, como a Vênus que nasce da espuma do mar, com toda a força erótica, o iconoclasta e inconformista, cuja obra foi alvo imediato da ira da igreja, que cuidou de associa-la às diatribes do Maligno, incluindo-a no seu index proibitorum, o que só aumentou as vendas (já que o proibido, apenas por o ser, já atrai a curiosidade das pessoas normais). Mas, voltando à obra, penso que seja um excelente exemplo da maestria de quem, como poucos, sabe dominar a arte do erotismo, sem descambar para a pornografia vulgar, o que seria fácil, se considerada a linha tênue que separa os dois estilos.
Nada disso se vê. É um texto enxuto, que prende a atenção do leitor desde o início, entremeado com boas pitadas de sensualidade, marca registrada de Moravia. Enfim, é a prova cabal de que um grande escritor prescinde de qualquer espécie de formação prévia que lhe confira a sensibilidade necessária para desvendar os mais profundos e secretos recantos da alma humana.
Os seus demais livros seguem o mesmo caminho, todos imbuídos de grande toque de sensualidade, como é o caso, por exemplo, da Dona Leopardo, Agostino, Viagem a Roma e-o que mais me ensinou a amar a Cidade Eterna-os Racconti Romani, coletânea de pequenas estórias sobre o dia a dia do menu peuple que dá vida à cidade, como o garçom, o carteiro, o motorista, etc, em suas aventuras amorosas, cheias de sensualidade e simplicidade, tomando como pano de fundo o Monte Mário, o indefectível Corso, a Villa Borguese, a praia de Ostia (é isso mesmo. Roma tem praia!), o Gianiccolo, e por aí afora.
Aliás, diga-se de passagem que dos textos de Moravia se observa uma grande influência de Freud, o que parece ser natural e com o que os críticos estão de acordo. Dizem que Moravia é um dos autores mais influenciados pela psicanálise, o que deve estar certo, ao menos no campo da sexualidade humana...
Em suma, não sei quem excita mais o leitor, ruborizando-o como o mais rubicundo monge: se Moravia, Casanova ou o Duque de Richelieu, cujas memórias (não as que se encontram facilmente nas livrarias, apócrifas, mas as verdadeiras, com as quais nunca tive a honra de topar), dizem os felizardos que as leram, fazem corar de vergonha o próprio Giacomo. Fica o leitor com a palavra final.
Dario Ribeiro
moacyrdario@hotmail.com

Sensualidade

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