Número zero Audiolivro Por Umberto Eco capa

Número zero

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Número zero

De: Umberto Eco
Narrado por: Areias Herbert
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Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar e prestar serviços duvidosos ao seu editor.

Um redator paranoico, vagando por uma Milão alucinante , reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras estão a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valério Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça — um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores.

Um manual perfeito do mau jornalismo que o ouvinte percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra Mundial até os dias de hoje.

©2015 Bompiani/RCS Libri S.p.A. (Milan), Ivone Benedetti, Editora Record (P)2018 Audible, Inc.
Ficção Literária Gênero Ficção Literatura e Ficção
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A história é bem interessante. Mas a narração compromete consideravelmente a qualidade. O sujeito sequer muda tom ao trocar do personagem. Fica-se completamente perdido.

Narrador consegue estragar o livro

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A história parece muito interessante, com a maestria de Eco! No entanto não consegui prosseguir nessa narração, robótica, sem alma e sem pausa, sem entonações apropriadas, faz com que a qualidade da leitura vá para as profundezas do Inferno! Lerei o livro, será muito mais saboroso! Uma pena porque gosto de ouvir a narração de outro de uma história que li ou lerei, é como uma outra perspectiva…

Narrado por IA?

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Não é exatamente o melhor livro de Eco. Mas até que é ok. A narração tem diferenças muito sutis entre um personagem e outro, o que torna muito difícil acompanhar sem uma audição bastante atenciosa.

Ok

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Gostei da narrativa, H.Eco nos desperta a curiosidade do próximo capítulo, fecha a história sem cravar respostas previsíveis, cada leitor que absorva o final da história.

História envolvente

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Número Zero é um dos romances mais incisivos de Umberto Eco sobre a fabricação da verdade. Escrito com sua habitual erudição disfarçada de leveza, o livro mergulha no submundo do jornalismo quando este deixa de servir ao público para se tornar ferramenta de interesses ocultos. Eco não precisa de golpes de cena baratos: sua crítica se constrói nos diálogos afiados entre personagens que parecem saídos de uma redação real cansados, cínicos, mas ainda capazes de questionar o próprio jogo sujo em que estão metidos. A prosa é ágil, quase cinematográfica; cada conversa soa como uma cena de novela, mas sem melodrama, apenas a crueza do cotidiano manipulador. O romance expõe como grandes empresas de comunicação podem operar não para informar, mas para testar narrativas, criar versões alternativas dos fatos ou simplesmente manter o poder sob controle. Mais do que denunciar, Eco mostra o mecanismo por dentro: como uma notícia vira mercadoria, como a informação é moldada antes mesmo de ser escrita, e como o leitor comum é tratado como alvo, não como cidadão. A obra é especialmente relevante hoje, numa era de pós-verdade e algoritmos que reforçam bolhas ideológicas. Eco, porém, evita o tom apocalíptico; prefere o sarcasmo inteligente, a ironia fina, o humor negro de quem conhece bem os bastidores do saber. Ler Número Zero é perceber que, muitas vezes, a maior conspiração não está nos porões do Estado, mas nas salas de reunião onde se decide o que será “verdade” amanhã. É um alerta urgente: sem ética, o jornalismo não ilumina ofusca.

Espelhos da Mentira: Jornalismo, Poder e Ficção em Número Zero

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