O crepúsculo da democracia
Como o autoritarismo seduz e as amizades são desfeitas em nome da política
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Narrado por:
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Claudia Ventura
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De:
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Anne Applebaum
Sobre este título
A historiadora e vencedora do Prêmio Pulitzer explica, com clareza cruciante, por que as elites democráticas de todo o mundo estão se voltando para o nacionalismo e o autoritarismo. Eleito o Livro do Ano pelo The Washigton Post e pelo The Financial Times.
Dos Estados Unidos e Grã-Bretanha à Europa continental, Ásia e América do Sul, as democracias liberais estão em risco, enquanto o autoritarismo está em ascensão. Em O crepúsculo da democracia, Anne Applebaum, ganhadora do Prêmio Pulitzer e uma das primeiras jornalistas a soar o alarme das tendências antidemocráticas no Ocidente, expõe o magnetismo do nacionalismo e da autocracia. Ela afirma que sistemas políticos com crenças radicalmente simples são por natureza atraentes, sobretudo quando beneficiam os que são leais a eles e excluem todos os demais.
Anne Applebaum afirma que “Os autoritários precisam de pessoas para promover tumultos ou iniciar golpes. Mas também de pessoas que saibam usar uma sofisticada linguagem legal, capazes de afirmar que ir contra a Constituição ou distorcer as leis é a coisa certa a fazer. Eles precisam de pessoas que deem voz às queixas, manipulem os descontentamentos, canalizem a raiva e o medo e imaginem um futuro diferente”.
Os partidos autoritários e nacionalistas que surgiram no interior das democracias modernas oferecem novas trajetórias para a riqueza e para aqueles que aderem a eles. Anne Applebaum descreve alguns dos novos defensores do iliberalismo em vários países e demonstra como eles usam teorias da conspiração, polarização política, mídias sociais e alguma nostalgia para mudar a sociedade.
Ao dissecar de maneira brilhante as mudanças que têm abalado o mundo, O crepúsculo da democracia traz uma discussão urgente e um vislumbre fundamental do caminho de retorno aos valores democráticos.
©2020 Anne Applebaum (P)2022 Editora Record LtdaA experiência da autora é a evolução da narrativas aliada a transformação das pessoas ao seu redor
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A narrativa se constrói a partir da experiência pessoal da autora na Polônia pós-comunista, onde testemunhou amigos de longa data, colegas intelectuais e parceiros de lutas democráticas do passado se transformarem em adeptos de um nacionalismo autoritário e revisionista histórico. A grande força da obra está em seu foco microscópico: Applebaum persegue os mecanismos sociais — a nostalgia seletiva, a disseminação em cascata de falsidades, a linguagem carregada de ressentimento — que permitem que visões extremistas não apenas ganhem espaço, mas rompam laços considerados indestrutíveis. Ela demonstra como o radicalismo político, tanto de extrema direita quanto de extrema esquerda, opera como uma força de desagregação social, redefinindo lealdades e criando "inimigos" no seio da própria comunidade.
Para o leitor brasileiro que viveu os intensos e polarizados anos que separam os governos de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, a leitura é um exercício de iluminação perturbadora. Os processos descritos por Applebaum — a politização de todas as esferas da vida, a erosão do debate por narrativas maniqueístas, a transformação de diferenças políticas em ódio identitário — encontram ecos profundos e familiares. A obra não faz paralelos diretos, mas fornece a caixa de ferramentas conceituais ideal para decifrar nosso próprio contexto.
Ela ajuda a entender, por exemplo, como discursos que flertam com o autoritarismo, vindos de qualquer espectro, podem seduzir não apenas pelas promessas políticas, mas por oferecerem uma sensação de pertencimento a uma comunidade purificada, onde os "verdadeiros patriotas" ou os "verdadeiros justiceiros sociais" se separam dos "traidores" ou dos "inimigos do povo". O livro ilumina o caminho pelo qual amizades de décadas se desfazem em famílias, grupos de WhatsApp e redes sociais, replicando em escala doméstica as grandes rupturas nacionais.
"O Crepúsculo da Democracia" é, portanto, muito mais do que um livro sobre a Polônia ou a Europa Oriental. É um diagnóstico urgente sobre a fragilidade das relações humanas em tempos de crise política. Sua importância reside na capacidade de traduzir grandes fenômenos históricos — o colapso do consenso democrático — em experiências humanas palpáveis: a traição, a desconfiança, a perda. Para qualquer um que busque compreender não apenas os eventos políticos do Brasil recente, mas a temperatura emocional e social que os tornou possíveis, esta obra é leitura obrigatória. Ela não aponta soluções fáceis, mas nos obriga a encarar a pergunta mais difícil: o que estamos dispostos a sacrificar — inclusive nossas relações mais queridas — em nome das nossas convicções?
O Tecido Social Sob Tensão: Como o Autoritarismo Redefine Amizades e Destrói Diálogos
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Ouvir as opiniões de Applebaum é como ver o mundo pelo buraco da fechadura, ela parece incapaz (ou não quer) de reconhecer fatos cruciais omitidos ou distorcidos na narrativa que invalidam muitos de seus argumentos
Raso
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