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A pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Áurea Carolina (PSOL), afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibida nesta terça-feira (28/4) no canal de O TEMPO no YouTube, que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) é uma liderança de direita e criticou a possibilidade de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao parlamentar na disputa ao governo do Estado.“Sem dúvida, o Rodrigo Pacheco é uma liderança de direita. Essa é a trajetória dele. A gente pode acompanhar o histórico de votações, de posicionamentos”, pontuou a ex-deputada, que, apesar das críticas, reconheceu a atuação institucional do senador em momentos recentes. “Acho que o Rodrigo Pacheco, sendo presidente do Senado, do Congresso, ele teve um papel durante o governo Bolsonaro, de segurar minimamente algumas agendas democráticas. Mas isso é o mínimo que se espera de uma liderança democrática”, afirmou a ex-deputada, que criticou ainda a atuação dos senadores mineiros no Congresso Nacional. “São representantes de um campo à direita e que não me representam, não correspondem às agendas que eu priorizo, que têm a ver com as lutas que eu construo”, disse, ao se referir a Pacheco e Carlos Viana (Podemos).Questionada sobre a disputa ao Palácio Tiradentes, Áurea apontou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil como um nome competitivo para enfrentar o grupo do governador Romeu Zema (Novo). “Eu tenho uma alegria de ver a pré-candidatura do ex-prefeito Alexandre Kalil ao governo de Minas. Acho que o Kalil é um perfil de centro, que consegue também dialogar de forma mais próxima”, analisou. Durante a entrevista, Áurea ponderou, no entanto, que há diferenças políticas com o ex-prefeito da capital. “É claro que temos diferenças, podemos ter eventualmente divergências políticas”. Segundo a ex-deputada, já houve conversas do PSOL com o ex-prefeito. “Nós tivemos já algumas conversas e aproximações”, afirmou, ao destacar que vê potencial de diálogo no campo progressista.Na disputa ao Senado, a ex-deputada defendeu uma estratégia conjunta entre candidaturas progressistas e citou a possibilidade de composição com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). “Eu acredito demais nessa dobradinha. É possível votar em mim e votar na Marília Campos. Isso não gera nenhum prejuízo para nenhuma das candidaturas. Pelo contrário, é um reforço mútuo”, afirmou. Apesar disso, reconheceu que ainda não há definição. “Não tem uma sinalização. Acho que o partido, o PT, tem outras prioridades de composição”, disse, ao comentar a ausência de apoio público à proposta de dobradinha.Ao relembrar a eleição de 2018, Áurea avaliou que faltou articulação estratégica à esquerda, o que, segundo ela, teria contribuído para a derrota da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa pelo Senado em Minas. “Faltou essa estratégia em 2018 para a presidenta Dilma, na época que concorreu ao Senado por Minas Gerais e acabou sendo derrotada. O segundo voto faz muita diferença”, analisou.Ao justificar sua volta à disputa eleitoral, Áurea avaliou estar mais forte diante dos desafios da política. “Eu acho um desaforo que essa violência nos retire da política, porque é para isso que serve: para a gente sofrer tanto a ponto de não suportar e acabar sendo expulsa desses espaços”, afirmou. “Eu quero voltar para ser uma pedra no sapato desse sistema. Eu quero estar lá para dizer que mais de nós vamos entrar, para entrar e segurar a porta aberta”, completou.Questionada sobre os planos futuros, a pré-candidata ao Senado não descartou disputar novamente a Prefeitura de Belo Horizonte. “Sim, eu considero que outros caminhos são possíveis nesse retorno para uma presença ativa no cenário político de Belo Horizonte”, disse. A ex-deputada aproveitou também para criticar a gestão do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). “Não me representa. Mas é uma gestão que não tem abertura para o diálogo, para participação popular”, afirmou. Apesar disso, destacou positivamente a atuação da secretária municipal de Cultura, Cida Falabella (PSOL). “Eu fico aliviada de ter a Cida lá, apesar desse governo que é tão ruim, que tem tantos problemas de gestão, problemas de concepção da política em Belo Horizonte. É uma pessoa na qual eu confio muito e que eu sei que faz um trabalho de excelência”, declarou.Na última semana, a deputada federal por Minas Gerais Duda Salabert (PSOL) questionou a permanência de Cida Falabella no partido e falou em “infidelidade partidária”. “Na minha opinião, se configura como infidelidade partidária. E sou favorável que o partido tenha um debate mais profundo ou para retirá-la do partido ou para ela sair da Secretaria de Cultura. É um erro gravíssimo”, afirmou Duda, também em entrevista ao Café com Política.Pré-candidata do PSOL ao Senado defende rigor e não descarta impeachment ...
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