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Café com Política

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De: Jornal O TEMPO
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Sobre este título

Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.© 2026 Jornal O TEMPO Política e Governo
Episódios
  • Alexandre Padilha | Café com Política
    May 1 2026

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou pela primeira vez a rejeição de Jorge Messias ao STF e classificou o episódio como uma perda para o Brasil. Em entrevista ao Café com Política, ele também fez um balanço das ações do governo Lula na saúde, destacou o programa “Agora Tem Especialistas” e rebateu críticas sobre vacinação e gestão do SUS.

    Durante a conversa, Padilha falou ainda sobre a relação do governo com o Congresso, os desafios políticos após a derrota no Senado e o cenário para 2026. O ministro também confirmou que não será candidato nas próximas eleições e explicou o motivo da decisão.

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    31 minutos
  • Gabriel Parreiras, prefeito de Brumadinho | Café com Política
    Apr 30 2026

    O prefeito de Brumadinho, Gabriel Parreiras (PRD), fez duras críticas ao acordo de reparação firmado após o rompimento da barragem da Vale no municiípio e à atuação do governo de Minas Gerais no processo. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube nesta quinta-feira (30/4), o chefe do executivo municipal afirmou que a cidade foi deixada de lado nas decisões e que os recursos destinados ao município não foram suficientes.

    "Brumadinho não foi reparada. O acordo que existe entre o Estado de Minas Gerais e a Vale sequer sentou Brumadinho à mesa. Como é que a gente faz um acordo de R$ 37 bilhões em um crime que aconteceu em Brumadinho e Brumadinho sequer é ouvida? Não faz sentido nenhum”, afirmou Parreiras, que pontuou que o município busca, na Justiça, uma reparação mais adequada. “Existe hoje um processo de Brumadinho contra a Vale, contra tudo isso que foi feito, e a gente espera que, através disso, consiga fazer um acordo para o futuro da cidade.”

    Durante a entrevista, o prefeito também criticou a condução política do governo estadual no caso e disse que faltou articulação com o município ao longo do processo. “Eu acho que a parte política do governo ficou muito a desejar com Brumadinho. Precisava ter um olhar maior. A gente tentou, por exemplo, a municipalização de uma estrada para acelerar uma obra importante e não conseguimos. Isso foi uma perda política”, avaliou.

    O prefeito também questionou a divisão dos recursos do acordo, considerada por ele insuficiente diante dos impactos da tragédia. “A gente pode olhar de duas maneiras: foram R$ 1,5 bilhão para Brumadinho. Parece muito. Mas, de R$ 37 bilhões, isso representa 4%. Eu não considero minimamente justo. Talvez, se fosse 10%, ainda seria pouco. A gente tem que partir de um valor de R$ 6 bilhões, R$ 7 bilhões, que poderia garantir um fundo para o futuro da cidade”, argumentou o prefeito, que reforçou que os danos não são comparáveis com o restante do Estado. “Os danos e o fato de o crime ter sido em Brumadinho não são comparáveis com o resto de Minas.”

    Na avaliação de Parreiras, o acordo também falhou ao não considerar a realidade local e os efeitos posteriores à tragédia. “Brumadinho precisa ter segurança de futuro. O que assusta hoje é o que vai acontecer quando a reparação acabar. Como vai ser a renda da cidade? A gente precisa trazer essa tranquilidade para quem vive aqui e para quem quer investir”.

    O prefeito também criticou a falta de protagonismo do município nas decisões. “Brumadinho não escolheu o que aconteceu. Foi um crime. E a cidade não pode ser lembrada só por isso, mas também não pode ser ignorada no processo de reparação.”

    Prefeito de Brumadinho cobra mais apoio do PRD e não descarta mudança de partido

    Filiado ao PRD, o prefeito de Brumadinho cobrou mais atenção do partido às demandas do município e admitiu a possibilidade de mudança no futuro. “Tenho um alinhamento muito bom no PRD, mas a gente precisa que o partido enxergue Brumadinho com esses olhos. Hoje enxerga, mas podia enxergar mais. A gente pode ter essa conversa de forma muito tranquila”, afirmou Parreira. “Tenho um acesso muito bom ao Fred Costa, somos amigos, mas a gente precisa cada vez mais convencê-lo”.

    O prefeito ponderou que, neste momento, a troca de partido não está em discussão imediata, mas pode ocorrer no futuro. “Hoje não é algo pensado. Estou no meu mandato, sou do PRD, honro minhas bandeiras partidárias. Mas não é descartado. Não é uma decisão tomada agora”, analisou.

    Parreiras também comentou o cenário eleitoral em Minas Gerais e declarou apoio ao ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), como possível candidato ao governo do Estado. “Eu sonho muito com a eleição do Gabriel Azevedo. É um cara que compartilha dos mesmos sonhos, de uma política diferente, e entende os problemas de Brumadinho. A gente precisa de um governador que entenda que Brumadinho não pode ser só mais uma cidade”, afirmou.

    Ele defendeu que o município tenha prioridade nas políticas públicas estaduais. “Nós estamos falando da cidade que sofreu o maior crime ambiental da história. Ela precisa ter um olhar diferente. O compromisso que o Gabriel tem com a gente é colocar Brumadinho como prioridade e ajudar nessa ressignificação da cidade”, disse.

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    22 minutos
  • Presidente AMM, Lucas Vieira | Café com Política
    Apr 29 2026
    O novo presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira (PSB), afirmou que pretende adotar uma postura de diálogo e “maturidade” na relação com o governo de Minas Gerais, após os atritos entre o ex-presidente da entidade, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), e o governador Mateus Simões (PSD). Em entrevista ao Café com Política, exibida na quarta-feira (29/4) no canal de O TEMPO no Youtube, Vieira reforçou o caráter apartidário da associação, criticou a condução da privatização da Copasa e prometeu dar continuidade ao modelo de gestão de Falcão. Questionado sobre o histórico recente de tensão entre a AMM e o governo estadual, o novo presidente da AMM minimizou possíveis impactos e disse apostar na construção institucional. “Acredito que ambos, tanto o governador e a gente tem que ter maturidade suficiente para saber separar as coisas. O objetivo da AMM, o objetivo de qualquer gestor público de Minas Gerais é fazer políticas públicas de qualidade. A gente tem que ter maturidade suficiente para deixar de lado nossas diferenças e trabalhar para o povo”, afirmou.O presidente também garantiu que a entidade não irá se envolver no processo eleitoral, mantendo neutralidade diante das disputas. “AMM já teve experiência em gestões anteriores, onde o presidente tomou partido para certa ideologia. Isso não acabou bem. Os próprios apoiadores daquela ideologia que o presidente tinha apoiado reclamaram. Isso não é o papel da AMM. Tem prefeito de direita, de esquerda, tem prefeito do PL, do PT, do centro, enfim. A AMM é apartidária. Eu falo que a ideologia da AMM é o municipalismo. A gente vai brigar para que os municípios estejam dentro do plano de governo de cada candidato”.O prefeito de Iguatama reforçou ainda que, à frente da entidade, não pretende participar diretamente das campanhas. “A partir do momento que eu assumo a presidência da AMM, que é uma instituição apartidária e que engloba vários municípios, de vários partidos, eu tenho que ter a responsabilidade de não entrar nessa campanha política, porque eu acho que isso pode afetar todo o respeito, todo o mérito que conseguiu até hoje”, completou. Copasa: críticas, pressão e negociaçãoDurante a entrevista, o novo presidente da AMM falou sobre pressão do governo de Minas Gerais e da Copasa sobre prefeitos para a renovação dos contratos de saneamento. Vieira criticou a condução do processo e defendeu maior apoio técnico às prefeituras. Segundo o prefeito de Iguatama, os municípios precisam de parceria, e não de pressão, para tomar decisões sobre o tema. “Ao invés de fazer pressão, a gente tem que buscar construir, buscar ajudar os municípios, sobretudo os municípios pequenos. É no município que a vida acontece. Então, ao invés de pressionar, a gente tem que andar junto com os prefeitos”, disse.Para Vieira, o problema começa na origem da discussão sobre a privatização da Copasa, que, segundo ele, não contou com a participação dos municípios. “Eu falo que esse processo de privatização é um processo que começou errado. Ninguém ouviu os prefeitos, ninguém chamou os prefeitos, nem a associação que representa os municípios mineiros. Não fomos ouvidos para saber se valia a pena privatizar, sendo que isso vai afetar diretamente os municípios e os cidadãos”, afirmou.Vieira reforçou ainda que a entidade não orienta uma decisão única e que cabe a cada prefeito avaliar sua realidade. “Não cabe a mim tomar essa decisão se o prefeito assina ou não o contrato. O que cabe a gente é levar informação, porque são 853 municípios, cada um com uma realidade diferente. A privatização pode ser positiva para um e negativa para outro”.Apesar das críticas, segundo Vieira, a AMM passou a atuar como mediadora nas negociações com a companhia. “Conseguimos construir um acordo com a Copasa para que os municípios que aderirem ao contrato possam ter a antecipação do pagamento do Fundo de Saneamento e também a prorrogação do prazo para o início da cobrança da tarifa de esgoto”, explicou o presidente, que destacou que as medidas buscam evitar impactos diretos à população e dar mais tempo para adaptação. “Imagina você chegar na sua cidade e falar: ‘agora tem mais uma tarifa para pagar’. Então nós ganhamos esse tempo de preparo, de informar melhor a população, para que a decisão seja mais sólida e não prejudique os municípios”, explicou.Continuidade na gestãoO novo presidente da AMM garantiu que sua gestão à frente da entidade será de continuidade em relação ao trabalho desenvolvido por Falcão, com manutenção do modelo de decisões coletivas. “O ex-presidente Falcão sempre fez questão de fazer uma gestão compartilhada, de ouvir toda a diretoria, de ouvir as nossas opiniões, de tomar decisão em conjunto. Então, a gente vai imprimir sim o meu ritmo de gestão, ...
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