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Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.© 2026 Jornal O TEMPO Política e Governo
Episódios
  • Marília Melo, presidente da Copasa | Café com Política
    Jan 16 2026
    A nova presidente da Copasa, Marília Melo, afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido no Canal de O TEMPO no Youtube, nesta sexta-feira (16/1), que a companhia trabalha com a expectativa de concluir o processo de desestatização ainda no primeiro semestre e aposta na renovação do contrato com Belo Horizonte como um dos principais ativos para viabilizar a operação. “O contrato já está em vias de ser assinado. Foi assinado o protocolo de intenções no final do ano passado e nós estamos em processo de negociação, avançando nos termos do novo contrato”, explicou.Segundo Marília, Belo Horizonte é estratégica para a companhia, tanto pelo peso na receita quanto pelo papel no modelo de subsídio cruzado. “Belo Horizonte é uma cidade muito importante, muito estratégica para a Copasa do ponto de vista de receita e, obviamente, não apenas para a Copasa, mas para os outros municípios”, pontuou a presidente, que destacou ainda que fechar o contrato com um horizonte mais longo aumenta o valor da empresa. “Quando a gente olha para o mercado e, obviamente, para concluir, Belo Horizonte, fechando o contrato com um horizonte temporal mais longo, a gente aumenta ainda mais o valor da companhia", avaliou. De acordo com a presidente, a Copasa vai revisar contratos com prefeitos antes da desestatização e reforçou que o saneamento é de titularidade municipal. “O saneamento é deles. A Copasa hoje é uma empresa que tem contrato de prestação de serviço com os municípios”, pontou. Segundo ela, desde que assumiu a presidência, iniciou um processo de diálogo com associações e prefeitos. “A gente precisa ter os municípios muito junto conosco nesse processo de desestatização. Nós vamos fazer uma segunda rodada de conversa com os prefeitos, dando a eles também condições de ter contratos reavaliados para uma garantia da universalização da prestação de serviço”, explicou. Para a presidente, o modelo de blocos aprovado na Assembleia garante segurança para cidades grandes e pequenas. “O bloco traz essa garantia de prestação para todos os municípios que estão no bloco, sejam eles grandes ou aqueles municípios menores. A gente não pode separar o que é atrativo do que não é atrativo do ponto de vista de retorno financeiro", pontuou. Para Marília, a estatal chegou ao processo de desestatização em um momento favorável, mas ponderou que o modelo de privatização ainda está em estudo e que três consultorias foram contratadas — jurídica, financeira e de gestão — para definir o formato mais adequado. “Nós estamos hoje com consultorias contratadas, fazendo alguns estudos que são importantes exatamente para a gente definir qual é o melhor modelo para desestatização da companhia”, afirmou. Entre as referências analisadas, está a Sabesp. “A gente tem olhado o modelo Sabesp, sim, mas outros modelos que também já estão em operação há algum tempo.”Sobre a participação do Estado após a privatização, Marília garantiu que ainda não há definição, mas que mecanismos de proteção ao interesse público estão em estudo. “Golden share, obviamente, é uma forma de se garantir interesses públicos numa prestação de serviço que é eminentemente de interesse público. Mas pode ser por Golden Hhare, pode ser por outra forma de participação, isso tudo está em estudo". Durante a entrevista, a presidente também frisou que a privatização não deve gerar grandes impactos na tarifa. “A gente acredita que esse modelo não terá grandes impactos no futuro”, disse, lembrando que a composição tarifária depende dos investimentos e que a Copasa prevê investir R$ 21 bilhões até 2030. “A Copasa investiu 2,5 bilhões no ano passado e esse ano a nossa previsão é de 3 bilhões”, afirmou.No novo cenário, a regulação continuará sob responsabilidade da Arsae, segundo Marília. “A Arsae vai regular. Isso é normal. Em qualquer outro setor é assim”, disse. Para ela, uma regulação forte é essencial. “A grande questão é: a regulação no Brasil precisa ser forte, independente de interferências políticas. É isso que garante uma fiscalização para prestação de serviço adequada.”Ao ser questionada sobre sua saída da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) em meio à Operação Rejeitos, Marília negou qualquer pressão. “Nunca houve pressão para eu deixar a secretaria”, afirmou. Segundo ela, a operação ocorreu em setembro e a secretaria deu apoio integral às investigações. “Nós, desde o início, manifestamos o nosso total apoio à operação da Polícia Federal. Fomos, inclusive, e demos informações. Colaboramos com todo o processo de investigação”, disse.Ela classificou o momento como difícil, mas reforçou que a transição para a Copasa foi uma decisão estratégica. “Foi um momento muito crítico, porque tínhamos servidores envolvidos no processo, mas demos apoio total à ...
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    26 minutos
  • Rubão | Café com Política
    Jan 15 2026

    O vereador de Belo Horizonte Rubão (Podemos) afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que o processo movido contra o vereador Lucas Ganem (Podemos), que responde a processo de cassação na Câmara Municipal de Belo Horizonte, é um “direito legítimo” como suplente e negou qualquer perseguição política. Segundo ele, a iniciativa foi baseada em fatos investigados por órgãos oficiais e não em interesse pessoal. “Não é na marra, são fatos. Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Justiça e TRF. Não é eu querendo tirar ele, são as fiscalizações que estão acontecendo”, afirmou.

    Rubão afirmou ainda que decidiu procurar a Justiça Eleitoral após descobrir que Ganem estaria morando em São Paulo e não teria apresentado todos os comprovantes necessários para se candidatar em Belo Horizonte. “Naquele momento eu descobri que ele estava morando em São Paulo, não estava com todos os comprovantes necessários para poder se credenciar. E aí eu, como primeiro suplente, fui atrás para correr atrás dos meus direitos”, pontuou.

    O vereador também rebateu a versão de Ganem de que estaria sendo alvo de perseguição por parte do suplente. Para ele, os fatos envolvendo assessores em Indaiatuba, uso de vale-alimentação fora de Belo Horizonte e a questão do imóvel declarado como residência têm “peso” e devem influenciar a votação dos vereadores.

    Rubão revelou ainda um episódio em que, segundo ele, o próprio Ganem teria tratado a ação judicial com ironia. “Ele só uma vez falou que era para eu continuar falando dele, que ele estava ficando bem conhecido e que ganharia para deputado estadual”, relatou. Questionado sobre possíveis desgastes internos no Podemos por conta do embate entre os dois correligionários, Rubão negou qualquer mal-estar e disse que não pediu autorização da cúpula partidária para ingressar com a ação. “Eu não pedi à Nely Aquino, não pedi ao Marcelo Aro, não pedi a nenhum deles permissão. Eu olhei como o Rubão, no direito de ocupar a vaga”, afirmou. Segundo ele, a família Aro seguirá no partido. “Continuamos no Podemos. A presidente estadual continua, eu continuo filiado e pretendo continuar no Podemos.”

    Sobre as eleições de 2026, Rubão avaliou que uma eventual candidatura de familiares de Ganem em Minas Gerais pode tanto atrapalhar quanto ajudar a chapa do partido. “Pode ser que atrapalhe, mas pode ser que ajude. De repente aparece um candidato com voto considerável que pode ajudar a chapa. Não dá para cravar se vai ser bom ou não”, avaliou

    Sobre o período em que esteve à frente da secretária de Esporte e Lazer na Prefeitura de BH, Rubão também negou qualquer mal-estar com o prefeito Álvaro Damião (União), mesmo após ter feito críticas e apoiado outro candidato durante a campanha. Segundo ele, o convite para integrar a Secretaria Municipal de Esportes foi feito com base em confiança e histórico profissional. “O Álvaro falou comigo: ‘eu te conheço da emissora que você trabalhou muitos anos, sei que você está capacitado’. Ele confiou em mim”, disse. “Eu acredito que ele não se arrependeu.”

    Na avaliação de Rubão, a relação com Damião foi construída de forma transparente. “Eu falei: prefeito, pode me confiar essa oportunidade, porque o grupo que eu estou me dá condição e onde eu visto a camisa a gente vai junto”, afirmou. Para ele, não houve retaliação pelas críticas feitas na eleição, e o trabalho desenvolvido na secretaria resultou em ganhos de visibilidade e projetos para a área do esporte.

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    22 minutos
  • Rodrigo Bueno | Estrategista Político
    Jan 14 2026

    As Eleições de 2026 tende a ser marcada por forte polarização ideológica, mas também por uma crescente demanda do eleitor por propostas concretas e soluções para problemas cotidianos. Essa é a avaliação do estrategista político Rodrigo Bueno, entrevistado no Café com Política desta quarta-feira, 14 de janeiro, com a jornalista Síria Caixeta. Segundo ele, cerca de metade do eleitorado se mantém indecisa e tende a definir o voto menos por alinhamento ideológico e mais pela rejeição aos candidatos e pela percepção de quem oferece respostas mais realistas às inseguranças do país.

    Rodrigo Bueno destacou que um dos principais erros de gestores que buscam a reeleição é transformar a comunicação institucional em campanha antecipada ou, ao contrário, apostar em bandeiras que geram engajamento, mas aumentam a rejeição. Para ele, o sucesso eleitoral depende de um trabalho contínuo ao longo do mandato, baseado em diagnóstico de dados, construção de narrativa e no equilíbrio entre gestão, articulação política e comunicação. “Não se constrói uma campanha em três meses se não houve comunicação consistente nos quatro anos anteriores”, afirmou.

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    37 minutos
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