Episódios

  • O Japão que não pode dizer não
    Apr 16 2026

    Em 2026, Donald Trump acusou o Japão de não ter participado da guerra contra o Irã — e na mesma cúpula bilateral evocou Pearl Harbor para responder a uma pergunta da primeira-ministra Sanae Takaichi. O Japão, que havia concordado em investir 550 bilhões de dólares nos Estados Unidos para evitar tarifas ainda mais severas, ouvia em silêncio. A quarta maior economia do mundo, cercada pela China, pela Rússia e pela Coreia do Norte, encontra-se estruturalmente incapaz de contrariar Washington. A pergunta que este episódio tenta responder é: como um país chega a esse ponto?

    Para entender o Japão de hoje, é preciso recuar até 1945. Com Jojô Neto (PUC-MG), percorremos o arco que vai da ocupação americana e da constituição pacifista redigida pelas forças de MacArthur, passando pela ascensão econômica japonesa e o pânico que ela gerou em Washington nos anos 1980 e 1990, até a guinada nacionalista deflagrada pelas declarações Kono e Murayama sobre as chamadas “mulheres de conforto”, o surgimento de grupos como o Nippon Kaigi, e a consolidação do revisionismo histórico como ferramenta política sob Shinzo Abe, cujo legado ambíguo ainda define os termos do debate político japonês.

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    Participaram deste episódio: Filipe Mendonça (UFU/AIA-NRW) e Jojô Neto (PUC Minas)
    Inserções de áudio: Guardian Australia | Bloomberg
    Capa do episódio: Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), outubro de 2025
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    Capítulos:

    00:00 — O Japão que não pode dizer não: conjuntura e abertura
    00:07 — O Japão do pós-guerra: ocupação americana e nova constituição
    00:17 — O pacifismo como projeto de poder
    00:24 — O Japão Imperial: anticolonial mas não decolonial
    00:30 — Ascensão econômica e o “perigo amarelo”
    00:42 — Os anos 1990: fim da Guerra Fria e guinada nacionalista
    00:45 — As declarações Kono e Murayama e as “mulheres de conforto”
    00:53 — Koizumi, Yasukuni e a extrema direita japonesa
    00:57 — Shinzo Abe: dos dois mandatos ao legado ambíguo
    01:15 — Abenomics, Cool Japan e o fim do governo Abe

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    1 hora e 20 minutos
  • Tempo de Cavalos Bêbados (e Petróleo): o Irã, a Rússia e a América Latina
    Apr 9 2026

    Em seu segundo encontro com o Chutando a Escada em 2026, o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat) se debruça sobre as conexões entre a política externa russa, o continente latino-americano e o acirramento das tensões no Oriente Médio, com foco particular na guerra no Irã. Conduzido por Daniela Secches, o episódio reúne sete pesquisadores em três blocos, traçando um panorama que vai da intervenção russa na Síria em 2015 ao reposicionamento de Moscou via Cuba em 2026.

    O episódio debate o papel das comunidades da diáspora médio-oriental na América Latina, a polarização política em torno do conflito israelo-palestino, a diplomacia nuclear da Rosatom e, para encerrar, a civilização iraniana em perspectiva histórica e cultural, com sugestões de leituras e filmes para quem quer compreender o Irã para além da conjuntura imediata.

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    Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC-MG), Guilherme Casarões (FIU), Danielle Makio (UNESP/UNICAMP/PUC-SP); Leonardo Nascimento (PUC-MG); Giovana Branco (USP); Laura Schneider (PUC-MG); Danny Zahreddine (PUC-MG; GEOMM).
    Inserção musical no final: Tempo de Cavalos Bêbados
    Capa do episódio: Plano crítico
    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Citados no episódio:

    GHOBADI, Bahman (dir.). Tempo de Cavalos Bêbados. Irã: Bahman Ghobadi Productions, 2000. 80 min.
    KHAYYAM, Omar. Rubaiyát. [Séc. XI]. Tradução disponível em diversas edições.

    Capítulos:

    00:00 — Abertura
    02:00 — Introdução ao episódio
    05:00 — Rússia e Oriente Médio: da Síria ao Irã
    13:00 — América Latina e Oriente Médio: história e contexto
    30:00 — América Latina diante do conflito israelo-palestino e da questão iraniana
    40:00 — Diplomacia nuclear russa e a América Latin
    46:00 — Rússia e Cuba: petróleo e reposicionamento estratégico
    50:00 — Civilização iraniana: história, cultura e sugestões

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    1 hora e 7 minutos
  • Chavismo sem Maduro: O que esperar?
    Apr 6 2026

    Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas, sequestrando o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. O episódio colocou a Venezuela num estado de transição ambíguo: sem Maduro no poder, mas com o chavismo ainda controlando as principais instituições do Estado. Semanas depois, uma reforma acelerada da lei de hidrocarbonetos abriu caminho para maior controle norte-americano sobre o petróleo venezuelano, com royalties reduzidos e contratos sujeitos à arbitragem internacional, algo que a legislação anterior proibia explicitamente.

    Neste episódio do OPEU em parceria com o Chutando a Escada, Tatiana Teixeira conversa com Ana Penido, professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, e Carolina Silva Pedroso, professora adjunta na Unifesp, ambas pesquisadoras do INCT-INEU. As convidadas reconstroem o que mudou e o que permanece na Venezuela, analisam as implicações econômicas e políticas das mudanças impostas sob pressão norte-americana e discutem se o sequestro de Maduro representa um novo padrão de intervenção na América Latina ou apenas a intensificação de uma estratégia já em curso há mais de vinte anos.

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    Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (editora-chefe do OPEU), Ana Penido (UFRJ/INCT-INEU), Carolina Silva Pedroso (Unifesp/INCT-INEU)
    Inserção musical: @philiplabes, “Let’s Do It Again”
    Capa do episódio: Leonardo Fernández Viloria/Reuters
    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Capítulos

    00:00 — Apresentação e contexto
    02:00 — O sequestro de Maduro: o que os EUA conquistaram — e o que não conquistaram
    08:00 — A estratégia militar venezuelana e a resistência do chavismo
    12:00 — A sociedade venezuelana: da crise de 2016-2019 à reorganização
    19:00 — A lei de hidrocarbonetos e a soberania do petróleo venezuelano
    29:00 — Sanções como continuidade: de Obama ao Trump 2.0
    53:00 — Lições para o Brasil e a América Latina
    01:11:00 — Chavismo sem Maduro: o que pode sobreviver?

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    1 hora e 19 minutos
  • Ecologia da mente e extrema-direita
    Mar 26 2026
    O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026.BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972.GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994.WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948.MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015.SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005.LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986.EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965.Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo ...
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  • O dia em que a Venezuela acordou sem presidente
    Mar 19 2026

    Neste episódio, Filipe Mendonça conversa com o professor Rafael Villa (USP) sobre o evento que abalou as estruturas da geopolítica latino-americana: a operação militar de captura e sequestro de Nicolás Maduro. Villa, um dos maiores especialistas brasileiros em política venezuelana, analisa as causas do colapso súbito da defesa chavista e levanta a questão central: estivemos diante de uma falha catastrófica de inteligência ou uma demonstração sólida da superioridade militar dos Estados Unidos?

    O episódio explora também o pragmatismo da administração Trump 2.0, que parece ter preterido a aliada ideológica María Corina Machado em favor de uma interlocução técnica e de governabilidade com Delcy Rodríguez. Entre a necessidade americana de garantir um suprimento seguro de petróleo frente às tensões no Irã e a fragmentação interna do chavismo, Villa desenha um cenário de tutela negociada que redefine a soberania na região. Discutimos ainda a perda de relevância da mediação brasileira e os sinais de que Cuba pode ser o próximo alvo no tabuleiro de Washington.

    Aviso: Esta entrevista foi gravada pouco antes da notícia da destituição de Gustavo González López do Ministério da Defesa na Venezuela.

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    Participaram deste episódio: Rafael Villa (USP) e Filipe Mendonça
    Capa do episódio: XNY/Star Max/GC Images
    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Capítulos:
    00:00 Introdução:
    12:30 Falha de inteligência ou traição militar?
    25:00 O pragmatismo de Trump: Por que Delcy Rodríguez e não Corina?
    38:00 A equação do petróleo: Venezuela como “porto seguro” frente ao Irã
    50:00 O Brasil apequenado e a pressão sobre Cuba
    01:00:00 Encerramento

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    31 minutos
  • Rússia e América Latina: Alianças, Petróleo e Cultura
    Mar 12 2026

    Neste episódio de abertura da parceria com o RUSLAT em 2026, o Chutando a Escada mergulha nas complexas relações entre a Rússia e a América Latina. Em um cenário global de profunda transformação, a coordenadora do observatório, Daniela Secches, lidera um time de especialistas para analisar como o “exterior distante” russo se tornou uma presença estratégica e incontornável em nosso continente.

    O debate atravessa as dimensões políticas, econômicas e de segurança, discutindo desde a resiliência da economia russa após quatro anos de guerra até o impacto de eventos recentes como a crise na Venezuela e a busca brasileira por uma ordem multipolar. Mais do que geopolítica, o episódio revela as pontes simbólicas e culturais que conectam essas duas regiões de modernização tardia e identidades em disputa.

    Aperte o play!

    Clique aqui e conheça o RUSLAT.


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    Participaram deste episódio: Daniela Secches, Marinana Andrade, Guilherme Casarões, Giovana Branco, Laura Schneider e Leonardo Nascimento.
    Agradecimento especial aos apoiadores: Alessandra Ramos de Souza, Túlio Avelino, Carlos Henrique Penteado, Juliano Goes, Caetano Souto Maior, Guilherme Anselmo e Patrick Cadier.
    Capa do episódio: Frances Rocha
    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Citados no episódio:

    • Filme: As Auroras Aqui Nascem Tranquilas (1972), dir. Stanislav Rostotsky.

    • Filme: Memórias do Subdesenvolvimento (1968), dir. Tomás Gutiérrez Alea.

    Capítulos:

    00:00 – Abertura e apresentação da parceria Chutando a Escada + RUSLAT.
    02:00 – Panorama Geral: A perspectiva russa sobre a cooperação com a América Latina.
    09:30 – O olhar latino-americano: Diversidade, pragmatismo e o lugar da região no mundo.
    17:00 – Brasil e Rússia: Do reconhecimento no Império ao universalismo contemporâneo.
    31:00 – Conexão Rússia-AL: 4 anos de conflito russo-ucraniano e a busca pela paz duradoura.
    43:00 – Geopolítica em ebulição: Venezuela, Operação Absoluto Resolve e a Doutrina Trump.
    51:00 – Revitalização diplomática: A 8ª Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia.
    58:00 – Outros olhares: Literatura, Escola do Teatro Bolshoi e identidades cruzadas.
    01:13:00 – Conclusão e caminhos para a política internacional contemporânea.

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    1 hora e 14 minutos
  • EUA 250 anos: Mitos Fundadores e Distopia
    Mar 5 2026

    Neste episódio de abertura da temporada de 2026, o Chutando a Escada mergulha nas profundezas da identidade americana. Em um ano marcado pelos 250 anos da Independência dos Estados Unidos, a editora-chefe do OPEU, Tatiana Teixeira, recebe a professora Camila Vidal (UFSC) para uma análise que vai muito além das celebrações oficiais.

    Elas discutem como os mitos fundadores, o conceito de Destino Manifesto e o excepcionalismo americano foram construídos e disputados ao longo dos séculos. Mais do que uma revisão histórica, o episódio revela uma ideia de democracia distorcida, servindo de base para o unilateralismo agressivo e a distopia política que vemos hoje sob o trumpismo.

    Aperte o play!

    Clique aqui e conheça o OPEU.

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    Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira e Camila Vidal.
    Dedicatória especial: Henrique Harudi Marques Toriha.
    Capa do episódio: Capitólio sob nova perspectiva
    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Capítulos:

    00:00 – Abertura: Temporada 2026, mudança para a Alemanha e novas parcerias.
    08:30 – Giro de Conjuntura: Maduro, Irã, Groenlândia e Trump 2.0.
    15:00 – Introdução: Os 250 anos da Independência e a disputa de narrativas.
    25:00 – Mitos Fundadores e a construção do Excepcionalismo.
    42:00 – Destino Manifesto e a “exportação” da democracia americana.
    55:00 – Trumpismo: O unilateralismo agressivo como herança histórica.
    01:10:00 – Conclusão: Quem os EUA podem ser daqui para frente?

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    1 hora e 13 minutos
  • Da extrema direita sionista ao bolsonarismo
    Nov 28 2025

    Neste episódio, Guilherme Casarões e Odilon Caldeira conversam com Michel Gherman, pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED), especialista em estudos judaicos e política israelense, que conduz uma análise rigorosa sobre a formação da extrema direita em Israel, suas raízes históricas e suas conexões contemporâneas com o neo-sionismo, o messianismo religioso e o projeto político de Benjamin Netanyahu. Michel discute também como símbolos, narrativas e identidades judaicas têm sido reconfigurados e mobilizados por movimentos de extrema direita no mundo, incluindo o bolsonarismo no Brasil. Da década de 1920 ao 7 de outubro, da Hebraica ao governo Trump 2.0, o episódio revela as imbricações entre política, religião, nacionalismo e guerra cultural no cenário global.

    Como de costume na parceria entre o OED e o Chutando a Escada, o episódio traz ainda o boletim de conjuntura internacional, com análises sobre Europa, Estados Unidos e América Latina, incluindo sanções energéticas, refugiados brancos, narcoterrorismo e eleições locais nos EUA. Fechamos com uma dica cultural na medida: o filme The Order (2024), disponível no Prime Video, que explora o universo das milícias supremacistas e do neonazismo estadunidense, oferecendo chaves importantes para compreender a extrema direita transnacional.
    Clique aqui e conheça o OED.

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    Participaram deste episódio: Guilherme Casarões, Odilon Caldeira e Michel Gherman
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    Capa do episódio: FP
    Inserção: The Order
    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Capítulos:
    00:00 Introdução e apresentação da parceria com o OED
    01:00 A formação histórica da extrema direita sionista
    10:30 As origens do neo-sionismo
    18:00 Militarismo, etnicidade e a consolidação da extrema-direita em Israel
    26:00 Netanyahu: trajetória, radicalização e alianças religiosas
    35:00 Evangelismo, nacionalismo judaico-cristão e conexões globais
    42:00 Bolsonaro na Hebraica e a colonização dos símbolos judaicos no Brasil
    50:00 Antissemitismo, instrumentalização política e polarização pós–7 de outubro
    58:00 Boletim internacional do OED: Europa, EUA, narcoterrorismo e eleições locais
    01:07:00 Dica cultural: The Order (2024), supremacismo branco e neonazismo nos EUA

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    34 minutos