Episódios

  • Gente Investiga #61 | O novo mapa da mídia
    Dec 23 2025
    Durante muito tempo, falar de mídia era falar de canais. Cada um no seu lugar. Cada um com sua função. Mas esse mapa já não dá conta do mundo em que a gente vive. Hoje, o consumo de conteúdo acontece em fluxo. Entre telas. Deslocamentos. Pausas. Interrupções. Nunca houve tanta oferta. E nunca foi tão difícil conquistar atenção. Não por falta de interesse, mas porque as pessoas passaram a escolher com mais critério onde colocam tempo, foco e energia. Neste episódio, a gente olha para esse novo mapa da mídia. Entende como ele se redesenhou — e por que, hoje, relevância vale mais do que presença. Túlio Custódio investiga como acompanhar o consumidor num mundo em movimento — sem virar ruído no caminho. Convidados: Talita Moraes - Gerente de Midia e Produto da Globo Marcelo Pacheco - Chief Sales Officer da Eletromídia
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    20 minutos
  • Gente Investiga #60 | O que é sucesso hoje?
    Dec 22 2025
    Fim de ano é tempo de balanço, de elencar o que deu certo — mas, num mundo que muda tão rápido, o que ainda quer dizer ter sucesso? As mudanças no trabalho, na saúde, nas relações e nos nossos próprios limites vão apertando um certo descompasso: a versão antiga de sucesso continua circulando, mas a nossa vida real não cabe mais nela. Nesse cenário, começam a surgir outras medidas de realização: o tempo livre, a presença, o bem-estar, a possibilidade de fazer o que importa. E se estamos redesenhando o que é viver bem, as marcas também precisam redesenhar como se conectam com esse novo mundo. Túlio Custódio investiga esse momento de virada: o que significa ter sucesso agora? O que o Brasil está chamando de realização? E conta com André Carvalhal - pensador de comportamento, autor de Como salvar o futuro, Viva o fim e do recém-lançado A Alegria em Ficar de Fora.
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    21 minutos
  • Gente Conversa #62 | Lazer em Crise
    Dec 8 2025
    O tempo livre — aquele intervalo que deveria servir pra respirar, se reconectar, criar — está em crise. Nunca tivemos tantas opções de entretenimento, tantas telas, tantos estímulos… e, ao mesmo tempo, nunca estivemos tão cansados. A tecnologia jurou devolver tempo à nossa vida. Automatizou tarefas, encurtou caminhos, tirou fricção do cotidiano. Mas, na outra ponta, colonizou a nossa atenção. Feeds infinitos, notificações, métricas de engajamento: o descanso virou conteúdo, a pausa virou produto. O ócio, que já foi espaço de imaginação, passou a exigir justificativa. O lazer passou a carregar o peso da produtividade. A gente “desliga” vendo vídeo curto, mas volta mais cansado. Busca prazer rápido, mas encontra ansiedade e alerta permanente. E quando o trabalho se espalha por toda a cidade — e para dentro do celular —, a fronteira entre expediente e descanso some. No fundo, o que está em jogo não é só organizar a agenda — é disputar o sentido do nosso tempo. Se as máquinas prometem liberar horas, quem decide o que fazer com elas? Vamos ocupar esse tempo com distração passiva… ou com experiências que realmente nos envolvam, nos desafiem, nos façam bem? Porque nem todo lazer é igual: há o que entorpece — e há o que nos coloca em estado de fluxo, presença e encantamento. Praças, festas, rodas de música, esportes, encontros — existe um lazer coletivo, sensorial, de corpo inteiro, que insiste em existir fora das telas. Mas ele convive com desigualdades antigas e novas: renda, gênero, jornada, acesso à cidade, qualidade do tempo. Ju Wallauer conversa sobre a crise do lazer — para, quem sabe, reencontrar o ócio que regenera e o prazer que não cobra performance. Convidados Angela Brêtas: especialista em estudos de lazer, atual Ouvidora da Mulher da UFRJ e criadora do podcast Papo de Lazer com Angela Brêtas Christian Rôças, Crocas: especialista em economia criativa, CEO da Flint.me. Ricardo Laganaro: cineasta e diretor de realidade virtual, CCO da Árvore Imersiva.
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    1 hora
  • Gente Conversa #61 | O Brasil no espelho: quem somos e como nos vemos
    Nov 25 2025
    O Brasil às vezes parece muitos países dentro de um só: Um lugar onde a fé e a esperança convivem com o cansaço e a desconfiança. Onde a família é o centro de tudo, mas a rotina aperta e a vida exige malabarismo. Um país em que, mesmo diante das dificuldades, a maioria das pessoas acredita em dias melhores — e mais de oitenta por cento têm orgulho de ser brasileiras. Esses são alguns dos achados do estudo O Brasil no Espelho — uma pesquisa feita pela Globo em parceria com a Quaest para descobrir o que realmente move os brasileiros, o que os preocupa, o que dá sentido à vida e o que ainda os faz acreditar no futuro. O que esse retrato mostra é um país cheio de contrastes. Um país de fé, mas também de dúvida. De otimismo, mas também de desconfiança. De tradição e de mudança. Ju Wallauer conversa sobre o que esse espelho revela: como o Brasil se enxerga, o que está mudando na forma como vivemos e nos relacionamos, e o que tudo isso significa pra quem quer falar — de verdade — com as pessoas que vivem aqui. Porque entender o Brasil é, antes de tudo, um exercício de escuta. E talvez esse espelho esteja mostrando justamente isso: que para se conectar com o brasileiro, é preciso olhar pra ele de perto — sem filtros, sem clichês, e com um pouco mais de empatia. Convidados Suzana Pamplona: diretora de pesquisa & conhecimento da Globo. Felipe Nunes: cientista político e CEO da Quaest. Ana Paula Passarelli (Passa): especialista em creator economy, co-fundadora da Brunch e VP de Creator Economy da Diana.
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    54 minutos
  • Gente Investiga #59 | A cultura da Conveniência
    Nov 13 2025
    No mundo digital, a gente se acostumou com o fácil. Pedir comida, resolver documento, pagar conta, falar com os amigos — tudo cabe num toque. A conveniência virou parte da nossa rotina e, de certa forma, uma conquista: ela abriu portas, economizou tempo, e colocou muita gente no mapa digital. Mas esse “pra já” também mudou a nossa relação com o tempo, com o consumo e com o outro. O que era conforto virou expectativa – e o que era solução, o que deveria ser apenas uma conveniência, começa a trazer novos desafios. O mundo que promete facilidade, mas também cobra pressa. Túlio Custódio investiga como a cultura da conveniência está transformando o jeito de viver e de conviver no Brasil digital e para isso, conta Fabro Steibel, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio.
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    20 minutos
  • Gente Conversa #60 | Está na moda ser latino
    Oct 28 2025
    A cultura latina nunca esteve tão em evidência. Antes era vista como uma expressão periférica, a latinidade hoje inspira o mainstream global, da música à publicidade. Nos últimos anos, vimos artistas latinos dominarem o topo dos charts globais e a estética latina se transformar em referência de moda e linguagem. O reggaeton, os corridos mexicanos e o funk brasileiro se misturam e se reinventam, conquistando públicos que antes pareciam distantes. E, em paralelo, marcas passaram a olhar para a latinidade como um ativo cultural poderoso, capaz de criar conexão. Mas esse fenômeno não surgiu do nada. Ele é resultado de uma longa história de mistura, resistência e criatividade. A latinidade é plural, híbrida, feita de contradições: é o borogodó, a ginga, o improviso, mas também é memória histórica, atravessada por colonização, desigualdades e pela luta por reconhecimento. Por isso, falar de latinidade hoje é também falar de como equilibrar autenticidade e tendência, potência cultural e apropriação. Nesse episódio, vamos mergulhar nesse momento em que ser latino virou moda — mas é muito mais do que isso. Vamos entender como a Geração Z impulsiona esse movimento através do streaming e das redes sociais, como artistas brasileiros e internacionais estão construindo novas pontes culturais, como o jornalismo ajuda a ampliar o olhar para além das fronteiras, e como marcas podem se conectar a essa energia de um jeito verdadeiro. Juliana Wallauer conversar sobre a força da latinidade com Mariana Madjarof, fundadora e CEO da Access Mídia, agência de marketing e relações públicas para artistas. Fez projetos com Mon Laferte, Karol G, Bad Bunny e outros; Lucas Berti, jornalista, fundador da newsletter Giro Latino, veículo jornalístico independente especializado na cobertura de América Latina, de política a cultura; Emely Jensen, sócia e diretora de curadoria da Bananas Music, uma agência de "music branding", estratégia e experiências musicais para grandes marcas.
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    48 minutos
  • Gente Investiga #58 | O futuro da Amazônia Legal
    Oct 14 2025
    A Amazônia é um território de contrastes. É floresta — e é cidade. É o maior reservatório de água do planeta — e ao mesmo tempo uma região onde milhões vivem sem infraestrutura básica. E é uma potência de biodiversidade — mas também de desafios sociais. Em 2025, a Amazônia recebe pela primeira vez uma conferência climática da ONU, a COP30. Com líderes do mundo todo reunidos em Belém, a floresta deixa de ser apenas um símbolo para virar o centro do debate global. O mundo olha para a floresta. E também para quem vive nela. É o momento de entender melhor o papel que a Amazônia terá nos próximos anos: como fonte de desenvolvimento responsável, de negócios inovadores e de novas histórias que precisam ser contadas.
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    21 minutos
  • Gente Conversa #59 - Publicidade na era dos memes
    Sep 30 2025
    Hoje, as conversas acontecem no tempo do deslize da tela, do refresh. Um comentário vira piada, a piada vira imagem, a imagem vira bordão — e, quando a gente pisca, já tem marca tentando transformar tudo isso em campanha. Com os brasileiros passando em média 3 horas e 41 minutos diários nas redes sociais, o marketing em tempo real se tornou uma ferramenta muito útil para as empresas. Uma tentativa de mostrar que a marca está ligada, que entendeu o momento, que sabe brincar — ou, pelo menos, que quer tentar. Mas entre a agilidade e o atropelo, tem uma linha tênue. Porque uma resposta rápida pode gerar identificação… ou virar crise. E o meme certo na hora certa pode ser genial — mas fora de contexto, vira ruído. A gente vive uma era em que a cultura digital não está só nas redes: ela está na linguagem, no humor, nas campanhas, no jeito como a gente se expressa. E entender esse movimento é mais do que acompanhar tendências. Afinal, o que é preciso para se comunicar com naturalidade na lógica acelerada da internet? Qual é o limite entre se jogar na conversa e se perder nela? E será que toda marca precisa mesmo falar sobre tudo o tempo todo? Ju Wallauer reuniu para esse papo pessoas que vivem dentro da linguagem acelerada da internet. A conversa começa agora. Convidados Bia Granja: especialista em influência e creator economy Chico Barney: criador e comentarista da internet e de TV. Ana Gabriela Lopes: CMO do iFood
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    57 minutos