Episódios

  • Licença-paternidade ampliada, combate à violência nas escolas e mentiras no currículo são destaques do Observatório Feminino
    Apr 5 2026

    O podcast Observatório Feminino deste domingo (5) debate a ampliação da licença-paternidade no Brasil, que passa a valer de forma escalonada a partir de 1º de janeiro de 2027. A medida prevê aumento gradual do benefício: de 5 para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias a partir de 2029.

    O programa também aborda a nova portaria publicada pelos ministérios da Educação e das Mulheres no Diário Oficial da União, que determina a inclusão de conteúdos voltados ao combate à violência contra meninas e mulheres nos currículos da educação básica. A iniciativa deve alcançar cerca de 46 milhões de estudantes em todo o país.

    Outro tema em destaque é um levantamento da consultoria Robert Half, que revela que 58% dos recrutadores já eliminaram candidatos por inconsistências no currículo ainda nas fases iniciais dos processos seletivos. Entre os principais problemas identificados estão a exageração de habilidades técnicas, nível de idiomas acima do real e justificativas suavizadas para desligamentos anteriores.

    Participam do episódio a cientista social Nathália Farias, formada pela UFMG, e a advogada Marcella Apocalypse, presidente da Comissão de Estudos de Violência Doméstica da ANACRIM-MG.

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    23 minutos
  • Observatório Feminino debate absolvição de mulher em BH e criminalização da misoginia
    Mar 29 2026

    O Observatório Feminino deste domingo (29) aborda temas que mobilizam o debate sobre violência de gênero e direitos das mulheres. Entre os destaques está a absolvição de Érica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, que confessou ter matado o namorado após flagrá-lo abusando sexualmente da filha dela, de 11 anos.

    O julgamento ocorreu nesta semana, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, e terminou com a inocência da ré em júri popular. O crime aconteceu em abril de 2025. Durante interrogatório, Érica relatou que acordou com os gritos da filha durante a madrugada e encontrou o homem sobre a criança. Ela afirmou que reagiu com golpes de faca.

    Segundo o depoimento, após o crime, um jovem que ouviu a movimentação entrou na residência e ajudou a retirar o corpo, que foi levado até uma área de mata no bairro Taquaril, na Região Leste da capital, onde foi incendiado. O corpo foi encontrado carbonizado.

    Outro tema em pauta é a aprovação, pelo Senado Federal, de um projeto que criminaliza a misoginia e a equipara ao crime de racismo. A proposta define misoginia como aversão, ódio ou repulsa contra mulheres e prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Por ser equiparado ao racismo, o crime passa a ser imprescritível e inafiançável.

    O texto também determina que o Judiciário considere como discriminatórias atitudes que causem constrangimento, humilhação ou exposição indevida às mulheres. O Ministério das Mulheres lista exemplos comuns, como culpabilização da vítima em casos de violência, deslegitimação de ideias e comentários de cunho sexista.

    Para discutir os temas, o episódio recebe a defensora pública Silvana Lobo, especialista em Direito Penal e atuante na defesa dos direitos das mulheres, e a economista Ana Paula Bastos.

    🎧 Ouça o podcast e acompanhe a análise completa!

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    17 minutos
  • Erika Hilton na Comissão da Mulher: avanço na representatividade ou polêmica política?
    Mar 22 2026

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL) assumiu a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara em meio a comentários potencialmente transfóbicos, como do apresentador de televisão Ratinho.

    Apoiadores defendem que a sua eleição representa inclusão, diversidade e maior representatividade, argumentando que mulheres trans também fazem parte das pautas femininas e devem ter voz nesses espaços, além de destacarem a sua atuação em temas como combate à violência e igualdade de gênero.

    Por outro lado, críticos afirmam que a comissão deveria ser liderada por uma mulher cisgênero, sustentando que há diferenças entre identidade de género e sexo biológico, e que a escolha reflete uma politização ideológica do órgão.

    No geral, o debate evidencia divisões mais amplas na sociedade sobre gênero, identidade e representatividade política e se torna tópico no podcast “Observatório Feminino”, deste domingo (22) nas plataformas digitais da Itatiaia.

    Outro ponto de discussão é o chamado ECA Digital, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece novas regras para proteger crianças e adolescentes na internet, proibindo que menores mintam a idade apenas por autodeclaração e exigindo mecanismos mais seguros de verificação pelas plataformas.

    A lei obriga redes sociais e serviços digitais a adotarem medidas para impedir o acesso a conteúdos impróprios, como pornografia, violência e jogos de azar, além de exigir maior controlo parental e vinculação de contas de menores aos responsáveis

    É limitada também a publicidade direcionada e o uso de dados de crianças, responsabilizando as empresas pela segurança digital.

    A proposta surge em resposta ao aumento de casos de exploração e exposição indevida de menores online. Especialistas consideram a lei um avanço na proteção infantil, mas apontam desafios na aplicação prática, especialmente na verificação de idade. No geral, a medida muda a lógica atual ao exigir mais responsabilidade das plataformas e reforçar a segurança no ambiente digital.

    Por fim, o programa trata da morte da soldado Gisele Alves Santana, tratada como caso de feminicídio. O suspeito é o ex-companheiro dela e também policial militar, o tenente-coronel Geraldo Leite.

    O crime aconteceu em São José dos Campos, no interior paulista. Segundo as investigações, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica, com indícios de comportamento possessivo e histórico de conflitos. O caso que no início era tido como suicídio, reforçou o debate sobre violência contra a mulher e reacendeu discussões sobre a importância de identificar sinais prévios de abuso para evitar desfechos trágicos.

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    32 minutos
  • Observatório Feminino debate exposição de mulheres no caso Daniel Vorcaro e trend que incentiva violência nas redes
    Mar 15 2026

    O podcast Observatório Feminino deste domingo (15) discute temas que têm mobilizado o debate público nas redes sociais e no meio jurídico: o vazamento de conteúdos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e a investigação sobre a trend “Caso ela diga não”, que viralizou nas plataformas digitais e incentiva a violência contra mulheres.

    O episódio recebe a fundadora do Centro de Prevenção e Proteção à Vida – Instituto Patrícia Magalhães, Patrícia Magalhães, pedagoga e psicanalista, especialista em dependências, compulsões e violência contra a mulher, além da advogada e doutora em Direito Penal Carla Silene, professora do IBMEC/BH e diretora de Prerrogativas e conselheira estadual da OAB/MG.

    Durante o programa, as convidadas analisam as repercussões do vazamento de conversas atribuídas a Vorcaro, que expuseram autoridades em Brasília e também detalhes da vida pessoal do banqueiro. O material rapidamente gerou memes e piadas nas redes sociais, ampliando a exposição pública do empresário, investigado por supostas fraudes bilionárias no banco Master.

    A divulgação, no entanto, também acabou atingindo mulheres que se relacionavam com o banqueiro e que não são alvos das investigações. Parte da repercussão foi impulsionada por conversas atribuídas a Vorcaro e à influenciadora Martha Graeff, que incluem apelidos carinhosos e expressões infantilizadas — linguagem considerada comum em relações íntimas.

    Outro tema debatido no episódio foi a investigação aberta pela Polícia Federal sobre a trend “Caso ela diga não”, que viralizou principalmente no TikTok. Nos vídeos, homens simulam reações violentas após receberem uma negativa em situações românticas, com encenações que incluem socos, facadas ou tiros.

    A apuração foi aberta após denúncias de que o conteúdo incentiva práticas de violência contra a mulher e reforça comportamentos agressivos nas redes sociais.

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    26 minutos
  • Dia da Mulher: há o que comemorar? Podcast debate violência e feminicídio
    Mar 8 2026

    Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a pergunta que abre o debate é direta: há o que comemorar diante de tantos casos de feminicídio, violência e assédio no país? Esse é um dos temas do Observatório Feminino deste domingo, programa da Rádio Itatiaia que discute os desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil.

    Um dos assuntos centrais é o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, caso que gerou grande repercussão nacional. Em meio às investigações, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro como possível mentor do crime, suspeito de ter atraído a vítima ao apartamento onde ocorreram os abusos.

    Quatro homens presos por participação no crime estão na Cadeia Pública José Frederico Marques, em celas separadas dos demais internos. Dois deles, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, já passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão mantida pela Justiça. Outros dois suspeitos, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos de 18 anos, devem passar pelo mesmo procedimento.

    O programa também aborda medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde do Brasil para ampliar o atendimento e a proteção às mulheres no SUS. As ações incluem teleatendimento em saúde mental para vítimas de violência, reconstrução dentária gratuita e um mutirão nacional de exames e cirurgias. As iniciativas foram apresentadas pelo ministro Alexandre Padilha e fazem parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.

    Outra proposta do ministério é solicitar à Organização Mundial da Saúde a inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças, o que pode melhorar as estatísticas e fortalecer políticas públicas de prevenção. Atualmente, mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero costumam ser registradas apenas como agressão.

    O episódio também destaca histórias de resistência feminina, como as retratadas no documentário original “Mulheres do Vale: Arte que nasce da seca”, produzido pela equipe da Rádio Itatiaia. A produção mostra mulheres da região do Vale do Jequitinhonha que transformaram a arte em sustento e superação.

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    24 minutos
  • Observatório Feminino debate decisão judicial, cancelamento no BBB e reconstrução após enchente em Juiz de Fora
    Mar 1 2026

    O Observatório Feminino deste domingo (1º) começa com um dos casos mais comentados do país nos últimos dias: a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que inicialmente absolveu e, posteriormente, restabeleceu a condenação de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos em Indianópolis, no Triângulo Mineiro.

    O réu, de 35 anos, foi preso após o tribunal acatar recurso do Ministério Público e restaurar a sentença de primeira instância. A decisão também determinou a prisão da mãe da vítima, condenada por omissão. Em novembro de 2025, ambos haviam sido sentenciados pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari a nove anos e quatro meses de prisão. O homem foi condenado por conjunção carnal e atos libidinosos contra a adolescente; a mãe, por não impedir os abusos.

    O relator do processo, desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal, havia votado anteriormente pela absolvição ao considerar a existência de “vínculo afetivo consensual” entre o réu e a vítima. Após a forte repercussão nacional e o recurso apresentado, o magistrado reviu o posicionamento e manteve a condenação, com expedição imediata do mandado de prisão.

    O caso reacende o debate sobre a aplicação da lei. O Código Penal estabelece que qualquer ato sexual com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável — entendimento já consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça, que afasta a possibilidade de consentimento ou de reconhecimento de “relacionamento” em situações envolvendo crianças e adolescentes nessa faixa etária.

    Com a repercussão da decisão, o relator passou a ser alvo de denúncias no Conselho Nacional de Justiça por suposto abuso sexual. Pelo menos quatro pessoas formalizaram queixas contra o magistrado, entre elas um primo do desembargador.

    Cancelamento e maternidade em debate no BBB 26

    Outro tema em destaque é a polêmica envolvendo a atriz Solange Couto, confinada no Big Brother Brasil 26. A artista foi alvo de críticas nas redes sociais após uma fala considerada por internautas como “a mais pesada” da história do programa.

    Ao comentar sobre outra participante, Solange afirmou que “nasceu do prazer e não de estupro”, fazendo uma associação entre violência sexual e sexo malfeito. Em outro momento, ao analisar o comportamento da rival Ana Paula, declarou: “Quando Deus não deu filhos a ela, é porque sabe que ela não teria capacidade de amar alguém, já que ela não gosta de gente”.

    As declarações reacendem discussões sobre violência sexual, maternidade compulsória e estigmatização de mulheres que optam por não ter filhos. Afinal, a decisão de não ser mãe pode ser associada à incapacidade de amar? Especialistas apontam que a maternidade é uma escolha e que atrelar afeto ou caráter à experiência de ter filhos reforça estereótipos de gênero historicamente impostos às mulheres.

    Enchente em Juiz de Fora: como reconstruir vidas?

    O programa também aborda a enchente que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O episódio evidencia não apenas os impactos das mudanças climáticas e da precariedade da infraestrutura urbana, mas também a vulnerabilidade social de centenas de famílias.

    Quando a água sobe, não leva apenas móveis, roupas e paredes. Arrasta histórias, memórias e, em muitos casos, vidas. A tragédia representa uma ruptura profunda na trajetória de quem perdeu quase tudo. Diante de perdas tão significativas, surge uma pergunta inevitável: como recomeçar quando a correnteza parece ter levado o chão?

    Especialistas destacam que a reconstrução vai além da reposição material. Envolve apoio psicológico, políticas públicas eficazes, acesso à moradia digna e redes de solidariedade capazes de sustentar a retomada da vida cotidiana.

    Participam do debate Isabel Araújo Rodrigues, advogada especialista em direito das mulheres, presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da OAB-MG e coordenadora da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Minas Gerais, e a advogada Lucilene Vasconcelos, diretora de Mulheres na Grande BH na Convenção Batista Nacional.

    Ouça o debate completo abaixo.

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    30 minutos
  • Desfile em homenagem a Lula no Carnaval gera polêmica na avenida
    Feb 22 2026

    A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu os desfiles da Sapucaí no Carnaval do Rio de Janeiro do último domingo (15), foi rebaixada após enredo polêmico que teve o presidente Lula como tema e representou a “família tradicional” de forma controversa.

    O assunto é centro do debate desta semana no podcast Observatório Feminino, apresentado pela jornalista Amanda Antunes, que apresenta as perspectivas da “família enlatada” que desfilou na avenida.

    Após a escola cruzar a Sapucaí, políticos da oposição, representantes de direitas e evangélicos, começaram a compartilhar ilustrações com inteligência artificial das suas famílias enlatadas nas redes sociais.

    Outro ponto de discussão foi a demora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em tornar disponível o Cadastro Nacional de Pedófilos e Estupradores. O sistema prevê a divulgação pública do nome completo e dos documentos de pessoas condenadas, em primeira instância, por crimes sexuais.

    Ainda em alta, é tratada a prisão do ex-príncipe britânico Andrew Windsor, irmão mais novo do Rei Charles, preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público.

    A prisão ocorre após a polícia ter informado que avalia uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial pelo ex-príncipe com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

    Participam do debate no podcast a Defensora Pública Silvana Lobo e a Empreendedora Social Dai Dias.

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    26 minutos
  • Observatório Feminino debate pacto contra feminicídio e projeto polêmico aprovado na Câmara de BH
    Feb 8 2026

    O podcast Observatório Feminino chega com edição especial neste domingo (8), trazendo debates sobre temas atuais que envolvem direitos das mulheres, segurança pública e políticas de enfrentamento à violência.

    Apresentado pela jornalista Fernanda Rodrigues, o programa conta, nesta edição, com a participação da jornalista Amanda Antunes, além de duas convidadas que ampliam a discussão com diferentes visões: Marcella Apocalypse, advogada e presidente da Comissão de Estudos de Violência Doméstica da Anacrim-MG, e a pastora e comunicadora Márcia Resende.

    O episódio marca também uma mudança no formato do podcast, que agora adota um estilo mais dinâmico e direto, inspirado no tradicional “Conversa de Redação”. A proposta é reunir jornalistas e convidadas para comentar os principais assuntos da semana, promovendo um debate plural e com pontos de vista divergentes.

    Entre os temas discutidos estão o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado pelos Três Poderes no Palácio do Planalto; o projeto aprovado em primeiro turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte que restringe a presença de crianças em eventos com nudez ou conteúdos considerados impróprios; e o caso do adolescente de 17 anos apreendido após o ataque a uma padaria em Venda Nova, que terminou com a morte de três mulheres, incluindo duas adolescentes.

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    28 minutos