Episódios

  • Como comunicar com os adolescentes hoje? Tânia Gaspar [ESSENCIAL]
    Aug 27 2025
    “Os adolescentes não são o problema. O problema é quando não lhes damos condições para florescer. Eles têm uma enorme capacidade de reflexão e consciência — só precisam de espaços seguros para o mostrar.” – Tânia Gaspar
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    1 hora e 4 minutos
  • Quem conta as histórias do bairro? António Brito Guterres [ESSENCIAL]
    Aug 20 2025
    Quando pensamos em Chelas, Marvila ou na Cova da Moura, o que nos vem à cabeça? Crime? Exclusão? Estigma?A verdade é que, na maior parte das vezes, os bairros periféricos só aparecem nas notícias por más razões. Mas quem lá vive tem uma história muito mais rica para contar — feita de cultura, solidariedade, música, resistência e sonhos. Quem conta as histórias do bairro? António Brito Guterres [ESSENCIAL] Neste episódio do Pergunta Simples, revisitamos uma das conversas mais marcantes do último ano: a entrevista a António Brito Guterres, assistente social, investigador em estudos urbanos e contador de histórias. António tem dedicado a vida a dar voz a quem raramente a tem. “Se as narrativas não saltam o muro, essas pessoas deixam de existir para os outros”, lembra. Ele é uma figura central para compreender a questão de quem conta as histórias do bairro? António Brito Guterres [ESSENCIAL] Ao longo da conversa, atravessamos temas que tocam fundo na vida em comunidade e na forma como nos vemos como sociedade: 📍 Narrativas invisíveis – porque é que a comunicação sobre os bairros continua a ser reduzida a duas categorias: crime e acidente. 🏘️ Urbanismo e desigualdade – como o desenho da cidade pode reforçar exclusão e perpetuar ciclos de pobreza. 🎵 Rap e resistência – de Plutónio a Bispo, como a música se tornou poesia, identidade e ponte cultural. 🚓 Segurança e fricção – a relação tensa entre polícias e comunidades, entre perceção mediática e realidade vivida. 🌱 Esperança e futuro – os sonhos das novas gerações e o que significa oferecer trampolins em vez de gaiolas. Mais do que um retrato sociológico, António Brito Guterres traz uma reflexão poderosa sobre quem tem o direito de contar histórias. E sobre como a comunicação pode ser ferramenta de emancipação — ou de silenciamento. Esta é uma reedição especial da série [ESSENCIAIS], que recupera os episódios mais comentados e partilhados do Pergunta Simples nos últimos 12 meses. Se ainda não ouviu esta conversa, o verão é a altura certa para descobrir. 🎧 Ouça ou veja o episódio completo aqui: 🎦 YouTube 🎧 Spotify 🍎 Apple Podcasts 📺 RTP Play 🌐 Website 💡 E não se esqueça: subscreva o canal, ative o sino, deixe o seu comentário e ajude-nos a continuar a criar conversas que fazem diferença.
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    57 minutos
  • Como fazer rir? Gabriela Barros [ESSENCIAL]
    Aug 13 2025
    Tenho medo que essa felicidade nunca mais volte. Foi o que Gabriela Barros me disse, sem hesitar. A partir daí, a conversa deixou de ser apenas sobre teatro, televisão ou humor — e tornou-se uma reflexão sobre viver intensamente um momento… e aceitar que ele pode não se repetir. Falámos da Gabriela que guarda mistério na vida pessoal para poder ser qualquer pessoa em cena, que usa o humor como ponte e escudo, que enfrenta críticas sem perder a vontade de arriscar e que quer ensinar à filha a arte de rir de si mesma e do mundo. “Quem me faz rir já me ganhou.” Entre vulnerabilidade e confiança, Gabriela Barros revela-se magnética — dentro e fora de cena.
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    47 minutos
  • O humor pode salvar-nos? Nuno Markl [ESSENCIAL]
    Aug 6 2025
    O humor ainda nos pode salvar? Nuno Markl reflete sobre ironia, redes sociais, limites da comédia e a urgência de rir com inteligência num mundo literal e polarizado. Uma conversa franca, divertida e cheia de lucidez — agora em reedição especial no Pergunta Simples.
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    58 minutos
  • Como praticar a arte da escuta? Júlio Machado Vaz [ESSENCIAL]
    Jul 30 2025
    O médico psiquiatra Júlio Machado Vaz – uma das vozes pioneiras em Portugal a falar abertamente sobre relações e sexualidade – ensina-nos a importância de praticar a escuta ativa e a empatia na comunicação íntima
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    1 hora e 8 minutos
  • Como Decidir Bem Sem Saber Tudo? Alexandre Quintanilha
    Jul 23 2025
    Como se toma uma boa decisão… sem saber tudo? A política pode viver com dúvidas? A ciência deve hesitar? E nós — cidadãos comuns — conseguimos agir em tempos de incerteza?
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    1 hora e 22 minutos
  • Como Falar com Alguém que Pensa o Oposto de Ti
    Jul 16 2025
    Aprende a conversar sem conflitos com quem pensa diferente. Descobre como comunicar e entender ideias opostas: Como Falar com Alguém que Pensa o Oposto de Ti.
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    10 minutos
  • Inteligência Artificial: Ainda controlamos isto? Bernardo Caldas
    Jul 9 2025
    A inteligência artificial chegou.Não é preciso ser técnico para perceber que alguma coisa mudou.Hoje, um motor de busca já acerta nos nossos desejos antes de termos tempo de os dizer.Um algoritmo sugere um vídeo, outro mostra um produto, outro escreve um texto inteiro — e tudo parece funcionar com uma espécie de magia silenciosa.Mas será mesmo magia? O nosso convidado sabe que não. E sabe porquê.Bernardo Caldas é uma das pessoas mais lúcidas que conheço sobre o tema.Lidera equipas de dados e IA numa das maiores fintechs europeias, criou o projeto Data Science for Good, e tem pensado a fundo — com inteligência, mas também com alma — sobre os impactos reais da inteligência artificial no mundo onde vivemos. Nesta conversa, começamos com uma pergunta simples, mas provocadora:E se a IA te conhecesse tão bem como o teu melhor amigo?Assustador? Fascinante? Ambos? O Bernardo ajuda-nos a perceber porque é que esta tecnologia — que parece tão intuitiva — é, na verdade, o resultado de padrões.Padrões de linguagem, de comportamento, de atenção.A IA não “sabe”, não “sente”, não “pensa” no sentido humano — mas aprende a imitar tão bem que nós acreditamos. E o problema começa aí. Falamos do que distingue imitação de criatividade.Do que está por trás dos modelos generativos que escrevem, desenham e respondem com uma fluidez que nos desconcerta.E de como estes sistemas — criados para gerar conteúdo “credível” — não têm maneira de saber se estão a dizer a verdade.Podem escrever um disparate com toda a segurança de um professor catedrático. Mais à frente, mergulhamos na questão da responsabilidade.Se a máquina erra — quem responde?Se um algoritmo toma decisões médicas, jurídicas ou políticas — onde está o humano no processo? Discutimos o impacto da IA nas profissões: não só nos trabalhos manuais, mas nos intelectuais.Sim, programadores, consultores, copywriters, jornalistas — ninguém escapa.O Bernardo diz-nos que o trabalho que sobrevive é aquele onde há contexto, empatia e julgamento.Mas até os psicólogos estão em risco — e ele conta um estudo surpreendente que mostra como, em certos casos, as pessoas acham que um chatbot foi mais empático do que um terapeuta humano. Depois passamos para o tema que mais me inquieta:a economia da atenção.Porque é que os nossos feeds estão cheios de raiva, medo e teorias da conspiração?Porque é que a moderação desapareceu do radar? A resposta, segundo o Bernardo, está na forma como os algoritmos são treinados: não para informar, mas para prender.A verdade é irrelevante se a mentira for mais clicável.E isto coloca a democracia em risco real. A certa altura da conversa, ele diz uma coisa que me ficou: “O maior perigo da IA não é o apocalipse das máquinas.É deixarmos de acreditar em tudo.” É esta a verdadeira crise: a erosão da confiança pública.Não sabemos o que é real. Não sabemos em quem acreditar.E se não confiamos em nada — também não conseguimos decidir nada em comum.A democracia desliga-se. Mas nem tudo é distopia.O Bernardo também nos fala do lado esperançoso:De como a IA, se bem pensada, pode ser inclusiva.De como pode ajudar uma avó em Trás-os-Montes a resolver um problema complicado com linguagem natural.De como pode aliviar tarefas mecânicas e devolver-nos o que há de mais humano: a conversa, a atenção, o sentido. No fim, voltamos às emoções.Pode uma IA sentir? Ter consciência? Vontade própria?A resposta dele é clara: não.E, curiosamente, isso até nos pode dar algum descanso. Esta é uma conversa que não pretende fechar nada —mas que abre muitas janelas para pensar o que vem aí.E pensar, neste caso, é mesmo urgente. Se gostares, partilha este episódio com alguém que acha que inteligência artificial é só “coisa de engenheiros”.Ou com alguém que acha que já não há nada a fazer.Porque há.Mas temos de começar por perceber. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO 0:12 Ora, vivam bem vindos ao pergunta simples, o vosso podcast sobre comunicação?
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    58 minutos