Por que literatura sobre ditadura NÃO precisa ser confessional? Podcast Por  capa

Por que literatura sobre ditadura NÃO precisa ser confessional?

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Sobre este título

O autor não fala diretamente. O autor traz intercessores.


Bolaño não testemunha a ditadura em primeira pessoa. Ele cria Maurício Silva (o Olho) — um gay, exilado, minoritário dentro da própria esquerda — e fala ATRAVÉS dele.


Silviano Santiago não confessa a tortura. Ele inventa Graciliano Ramos prisioneiro do Estado Novo e fala ATRAVÉS dele.


Coutinho não interpreta os personagens. Ele coloca a câmera e deixa que fabulem.


Isso é literatura testemunhal? Sim. Mas testemunho não é relato em primeira pessoa. É uma TERCEIRA PESSOA que julga entre as partes.


Neste episódio:

→ Bolaño e Maurício Silva (Estrela Distante)

→ Silviano Santiago contra os benjaminianos

→ Por que Coutinho é o máximo da literatura não-confessional

→ Literatura sobre ditadura além de Gabeira


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