Por que literatura sobre ditadura NÃO precisa ser confessional?
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O autor não fala diretamente. O autor traz intercessores.
Bolaño não testemunha a ditadura em primeira pessoa. Ele cria Maurício Silva (o Olho) — um gay, exilado, minoritário dentro da própria esquerda — e fala ATRAVÉS dele.
Silviano Santiago não confessa a tortura. Ele inventa Graciliano Ramos prisioneiro do Estado Novo e fala ATRAVÉS dele.
Coutinho não interpreta os personagens. Ele coloca a câmera e deixa que fabulem.
Isso é literatura testemunhal? Sim. Mas testemunho não é relato em primeira pessoa. É uma TERCEIRA PESSOA que julga entre as partes.
Neste episódio:
→ Bolaño e Maurício Silva (Estrela Distante)
→ Silviano Santiago contra os benjaminianos
→ Por que Coutinho é o máximo da literatura não-confessional
→ Literatura sobre ditadura além de Gabeira
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