Ronaldo Caiado | Café com Política
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) classificou como “deplorável” o atual nível de embate entre a classe política e o Supremo Tribunal Federal (STF). O goiano defendeu o resgate da “liturgia” dos cargos, evitando "picuinhas" e polarizações que, de acordo com ele, impedem o desenvolvimento do país. A avaliação do cenário foi feita em entrevista exclusiva ao programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (24/4) no canal no YouTube de O TEMPO.
Ao ser questionado sobre os recentes embates envolvendo figuras políticas, como o ex-governador Romeu Zema (Novo), com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Caiado citou sua experiência como médico para exemplificar que muitas pessoas rejeitam o “bate-boca” em favor de resultados práticos.
“Na vida não dá para você ficar brigando se você não constrói. A polarização tomou conta e o Brasil só está perdendo tempo diante dos outros países do mundo”, afirma. “Ao governar, você não pode perder tempo com picuinhas. Esse tititi não chega na vida do cidadão.”
Caiado nega que a crítica se volta especificamente ao ex-governador Romeu Zema. O mineiro tem trocado farpas com o ministro do STF Gilmar Mendes, em um embate que começou com Zema tratando os magistrados como “intocáveis” e escalou para reclamações sobre o sotaque e comparações a um boneco do ex-governador como homossexual.
Na avaliação do ex-chefe do Executivo de Goiás, cargos como ministro do STF e presidente da República exigem uma “liturgia própria”, voltada para guardar a Constituição e o Estado Democrático de Direito.
“Isso não é compatível com a Corte, nem do Supremo e nem da figura amanhã de um presidente da República”, argumenta. “Eu realmente fiquei triste ao ver esse nível com que o debate está caminhando por aí. Isso é deplorável na vida política de um país. E essas coisas precisam ter limites. Elas não podem extrapolar a ponto de amanhã comentar sobre o seu sotaque”, diz.
Caiado propõe lista tríplice para ministros do STF
Durante a entrevista, Caiado afirmou que, se eleito, uma das propostas que pretende apresentar ao Congresso Nacional envolve mudanças no processo de escolha de ministros para o STF. Para o ex-governador, o cargo não deve partir apenas de indicação do presidente da República. Desta forma, assim como acontece para outras funções, Caiado defende que haja uma lista tríplice apresentada por órgãos do Judiciário.
Além disso, ele aponta a necessidade de ingresso na Corte com uma idade avançada, como aos 60 anos.
“Você tem uma idade em que o status da condição de membro do Supremo de Tribunal Federal não seja por ser o seu amigo ou meu amigo, mas sim alguém que tem todo aquele conhecimento jurídico e um reconhecimento já na época bem avançada de sua vida, aos seus 60 anos de idade. Essa é uma tese que hoje ela é muito forte no Senado Federal. Que essas pessoas também possam ser não apenas a indicação única do presidente”, diz.
Caso Master: Caiado vê conivência do governo Lula em escândalo
Durante a entrevista ao Café com Política, o ex-governador de Goiás também foi questionado sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. Para Caiado, a situação da instituição financeira não teria atingido tal proporção “se não tivesse a conivência do governo federal”, em acusação direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Muitas dessas coisas não acontecem por acaso. Essa situação do Master envolve situações deploráveis, como aconteceu. Também ali você estende para o Congresso Nacional. E você chega também no Executivo. Isso é uma realidade. Ou seja, esse homem deu conta de contaminar todos os poderes”, diz, referenciando o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “Aqueles que deveriam ter o poder no Brasil, se venderam pra ele.”