Episódios

  • O Mito do Cabelo Branco: A diferença entre envelhecer e evoluir
    Feb 27 2026

    Existe uma diferença abissal entre acumular anos e acumular sabedoria. Neste episódio, decodificamos o "Paradoxo da Experiência": a falácia de que o simples passar do tempo confere autoridade intelectual a quem nunca se deu ao trabalho de estudar.

    Muitas vezes, o que chamamos de "vivência" é apenas um ano de erro repetido por décadas. Questiono aqui a arrogância da cronologia e defendo que o conhecimento real exige esforço, método e uma densidade que o simples "existir" jamais alcançará. Afinal, 15 anos de estudo dedicado pesam muito mais do que 60 anos de estagnação.

    Prepare-se para um debate necessário sobre a tirania do cabelo branco e a verdadeira arquitetura do saber. Porque envelhecer é um processo biológico, mas evoluir é uma escolha intelectual.


    Fontes:

    Fundamentos Intelectuais do Episódio:

    • Efeito Dunning-Kruger (Psicologia): Por que a ignorância gera uma confiança cega e a ilusão de saber.

    • Obstáculo Epistemológico (Bachelard): A tese de que a experiência comum, sem o filtro da ciência, impede o conhecimento real.

    • Argumentum ad Antiquitatem (Lógica): A falácia de validar uma ideia apenas porque ela é antiga ou tradicional.

    • Prática Deliberada (Ericsson): A prova de que o tempo de execução não cria mestres; apenas o estudo consciente o faz.

    • Dialética Erística (Schopenhauer): O uso da autoridade (como a idade) como subterfúgio quando faltam argumentos lógicos.

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    15 minutos
  • Feminicídio: A ponta do iceberg da violência contra a mulher
    Feb 26 2026

    Com 4 mulheres mortas por dia, o Brasil enfrenta um cenário de guerra doméstica. Mas como o capitalismo se beneficia desse controle sobre os corpos femininos? De Engels a Silvia Federici, exploramos as fontes marxistas que explicam a origem da violência e os dados recentes que mostram quem são as maiores vítimas.

    ✊ Não é apenas comportamento, é sistema. Vem com a gente nessa análise necessária.

    Fontes:

    Sugestões de Leitura e Fontes

    • Friedrich Engels: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado.

    • Silvia Federici: Calibã e a Bruxa ou O Ponto Zero da Revolução.

    • Heleieth Saffioti: O Poder do Macho e Gênero, Patriarcado, Violência.

    • Alexandra Kollontai: A Mulher Trabalhadora na Sociedade Contemporânea.

    • Cinzia Arruzza: Manifesto de um Feminismo para os 99%.

    • Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP): Publica o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a fonte mais citada no país.

    • Monitor da Violência (g1, FBSP e NEV-USP): Levantamento mensal e anual que cruza dados oficiais dos estados.

    • Mapa Nacional da Violência de Gênero (Senado Federal): Plataforma interativa que reúne dados do Ministério da Justiça (Sinesp).

    • LESFEM (Laboratório de Estudos de Feminicídio - UEL): Monitora especificamente os casos de feminicídio com relatórios detalhados.

    CANAIS DE AJUDA E DENÚNCIA:📞 Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (Gratuito e sigiloso)🚨 Emergências: 190 (Polícia Militar)📱 WhatsApp Direto (Ministério das Mulheres): (61) 9610-0180💻 Denúncia Online: Consulte o site da Polícia Civil do seu estado

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    14 minutos
  • Utilitarismo e Neoliberalismo
    Feb 9 2026

    Vivemos sob uma ideia monômia e restrita, um verniz ideológico neoliberal que sequestrou a palavra “progresso” e a reduziu a um mero balanço contábil de dinheiro, carreira e tralhas acumuladas. Veremos isso e muito mais no episódio de hoje.


    Referências: Sociedade do espetáculo ( Guy Debord)


    Ideologia Alemã (Karl Marx)


    O capital (Karl Marx)



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    17 minutos
  • A Era da Ignorância Orgulhosa
    Jan 29 2026

    Vivemos em um tempo onde a opinião pessoal muitas vezes atropela o fato científico e a ignorância é vendida como liberdade. Neste episódio, mergulhamos no perigoso movimento de desvalorização do conhecimento, o eterno conflito entre fé e razão e como a subjetividade da 'sua verdade' pode estar sendo usada para nos manter no escuro. Afinal, quem ganha quando você decide parar de aprender?


    Fontes:



    A Morte da Especialidade (The Death of Expertise) – Tom Nichols (Livro fundamental sobre o ataque ao conhecimento).


    O Mundo Assombrado pelos Demônios – Carl Sagan (A bíblia do pensamento científico contra a superstição).


    A Verdade Sobre a Pós-Verdade – Lee McIntyre (Explica como a verdade se tornou subjetiva na política e ciência).


    O Conflito entre Fé e Razão – Enciclopédia de Filosofia de Stanford (Ótima referência acadêmica para o embate religião vs. ciência).


    A Estrutura das Revoluções Científicas – Thomas Kuhn (Para falar sobre a subjetividade dentro da própria ciência).


    "Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" (especificamente na sua Introdução), publicada em 1844.


    A citação exata e o contexto:


    A frase completa é: "A religião é o ópio do povo."


    Anestesia (O Ópio): Assim como o ópio era usado na época para aliviar dores físicas, a religião é como uma forma de aliviar o sofrimento gerado pela exploração econômica. Ela oferece uma esperança de felicidade no "além", o que acaba anestesiando o desejo de revolta e mudança no mundo real.

    Suspiro da Criatura Oprimida: A religião é o "suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração". Ou seja, as pessoas recorrem a ela porque a realidade da vida é dura demais.


    Impedimento da Luta: O problema central é que, ao focar na vida após a morte, a religião impediria a classe trabalhadora de lutar pelas transformações materiais e sociais necessárias no presente.

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    28 minutos
  • A Fraude do Perdão Universal
    Jan 12 2026


    Um mergulho na "Ética da Integridade": o episódio desafia o falso moralismo e defende que o ódio ao mal é o verdadeiro pilar da justiça, desmascarando a contradição entre dogmas religiosos de perdão universal e a realidade da indignação humana frente à atrocidade.


    Fontes e Referências Filosóficas:


    • Friedrich Nietzsche (Genealogia da Moral): O conceito de "Ressentimento" e a crítica à moralidade escrava, que transforma a fraqueza e a passividade em virtude e "santidade".

    • Hannah Arendt (Eichmann em Jerusalém): A discussão sobre a Banalidade do Mal e a necessidade de julgamento moral rigoroso em vez de uma compreensão passiva que permite a impunidade.

    •Karl Popper (O Paradoxo da Tolerância): A ideia de que a tolerância ilimitada (ou o amor/perdão indiscriminado) leva ao desaparecimento da própria tolerância se não houver firmeza contra os intolerantes e destruidores.

    •Jean-Paul Sartre (O Existencialismo é um Humanismo): A ênfase na Responsabilidade Radical, onde a moralidade é definida pelas ações concretas e pela honestidade intelectual, e não por rótulos ou dogmas pré-estabelecidos.

    •Freud (O Mal-estar da Civilização): A ideia de que seria injusto amar igualmente as pessoas, seria uma violência contra psique. Como amar um estranho como se amaria um filho? Quando se ama todos igualmente como o assassino e o estuprador, o verdadeiro amor deixa de ser valioso. O amor pelo meu filho ou amigo perde o valor.



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    17 minutos
  • A história é contada pelos "vencedores"
    Sep 27 2025

    Quem realmente controla o passado? Neste episódio, exploramos a famosa frase "a história é escrita pelos vencedores" pela lente do materialismo histórico. Entenda por que a narrativa dominante não é um acidente, mas uma ferramenta de dominação de classe, e como desvendá-la é o primeiro passo para uma consciência crítica da realidade. A batalha pelo passado define o futuro.

    Descubra como a ideologia da classe dominante molda monumentos, livros e a cultura para naturalizar a exploração e apagar as lutas populares. Uma análise sobre poder, alienação e a resistência que a história oficial tenta calar.




    Fontes:


    https://marxismo.org.br/uma-introducao-ao-materialismo-historico-parte-1/



    https://www.revistaconhecimentoecidadania.com/single-post/a-hist%C3%B3ria-%C3%A9-escrita-pelos-vencedores-1


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    8 minutos
  • Socialista de Iphone: desconstruindo um Argumento Frágil e reacionário
    Feb 20 2025

    O falso termo " socialista de Iphone " defendido pelo senso comum O termo "socialista de iPhone" é frequentemente utilizado de forma pejorativa para criticar pessoas que defendem ideias socialistas, mas que supostamente desfrutam dos benefícios do capitalismo, como ter um iPhone. Essa expressão, no entanto, é um equívoco que não compreende a complexidade do socialismo e ignora a realidade de que é possível viver em um sistema capitalista enquanto se critica suas desigualdades e injustiças.Por que o termo é equivocado? Redução simplista: O termo reduz o socialismo a uma visão caricata de que socialistas devem viver em comunidades autossuficientes e abrir mão de qualquer tecnologia ou produto do capitalismo. Essa visão ignora que o socialismo não propõe a abolição imediata de tudo que foi produzido no capitalismo, mas sim a transformação gradual da sociedade em direção a um sistema mais justo e igualitário. Desconhecimento da história: Ao longo da história, muitos socialistas e comunistas utilizaram tecnologias e produtos de seu tempo, como carros, telefones e computadores, sem que isso invalidasse suas ideias. O socialismo não é sobre viver como um eremita, mas sobre lutar por uma sociedade mais justa para todos. Falta de compreensão da luta de classes Trabalhadores( quem vende a sua mão de obra como forma de subsistência) e Burgueses (Donos dos meios de produção, quem vive de renda e lucro e não de trabalho) : O termo ignora que a luta de classes não é sobre indivíduos, mas sobre sistemas. Uma pessoa pode usar um iPhone já que foram eles que o produziram e, ao mesmo tempo, defender que os trabalhadores da fábrica que o produziu tenham melhores salários e condições de trabalho. Comparação falaciosa com o cristianismo: A comparação com o cristianismo é falaciosa, pois mistura conceitos distintos. O cristianismo é uma religião com seus próprios dogmas e crenças, enquanto o socialismo é um sistema político e econômico que busca a igualdade social e a justiça distributiva.O que o socialismo realmente propõe? Superação do Capitalismo: O socialismo surge a partir da crítica ao capitalismo, sistema considerado intrinsecamente desigual e explorador. Busca-se superar a propriedade privada dos meios de produção e a lógica do lucro, visando uma sociedade mais justa e igualitária. Ditadura do Proletariado: Em algumas interpretações do marxismo, o socialismo é caracterizado pela "ditadura do proletariado", um período de transição em que a classe trabalhadora assume o poder político e controla os meios de produção. O objetivo é consolidar as bases da nova sociedade e impedir a restauração do capitalismo. Socialização dos Meios de Produção: Os meios de produção (fábricas, terras, etc.) passam a ser propriedade social, ou seja, pertencem à coletividade e são geridos de forma democrática. A produção é planejada para atender às necessidades sociais, e não para gerar lucro para uma minoria. Planejamento Econômico: A economia é planejada de forma centralizada, buscando racionalizar a produção e distribuição de bens e serviços. O objetivo é evitar crises econômicas e garantir o atendimento das necessidades básicas da população.É possível ser socialista e ter um iPhone?Sim, é possível ser socialista e ter um iPhone. O socialismo não exige que as pessoas abram mão de seus bens materiais, mas sim que lutem por uma sociedade onde todos tenham acesso a esses bens e onde a produção seja orientada para o bem-estar social, e não para o lucro de uma minoria.Fontes: https://vermelho.org.br/2015/01/08/se-diz-comunista-mas-usa-iphone/https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Efeito_Dunning%E2%80%93Krugerhttps://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunning-kruger/ •Socialismo para o século XXI,Marta Harnecker•Marxismo (Geoff Boucher)•O capital•O Manifesto Comunista •Crítica ao programa de Gotha (Karl Marx)

    Music from #Uppbeat (free for Creators!):
    https://uppbeat.io/t/richard-bodgers/dangerous-times
    License code: 9VDJAMEVNOPRFKII

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    28 minutos
  • Universidades são de esquerda?
    Feb 2 2025
    A afirmação de que todas as universidades e faculdades são de esquerda e doutrinadas é um estereótipo que não reflete a realidade. Por que esse estereótipo não é preciso: Diversidade de opiniões: Universidades são espaços de debate e discussão, onde diversas perspectivas e ideologias coexistem. É comum encontrar tanto professores quanto alunos com diferentes posicionamentos políticos. Neutralidade: A função principal da universidade é a busca pelo conhecimento e a formação crítica. Embora professores possam expressar suas opiniões, a doutrinação não é um objetivo acadêmico. Evolução política: O cenário político dentro das universidades muda ao longo do tempo, assim como a sociedade como um todo. Generalizar sobre a ideologia de toda uma instituição é simplista. Estudos demonstram: Pesquisas mostram que a experiência universitária leva a um aumento da reflexão crítica e da abertura a diferentes pontos de vista, sem necessariamente inclinar os estudantes para a esquerda. Por que esse estereótipo surge: Visibilidade de determinadas vozes: Às vezes, opiniões mais à esquerda ganham mais destaque em debates públicos, criando a impressão de que dominam o ambiente acadêmico. Generalizações: É mais fácil generalizar do que analisar a complexidade das dinâmicas dentro de cada instituição. Interesses políticos: Esse estereótipo pode ser usado para desacreditar a universidade e suas pesquisas, por motivos políticos. Em resumo: Afirmar que todas as universidades são de esquerda e doutrinadas é uma simplificação excessiva. A realidade é muito mais complexa e diversa. É importante questionar estereótipos e buscar informações mais precisas sobre cada instituição. Veja mais sobre isso e muito mais no episódio de hoje.... Fontes: Blog da Boitempo: https://blogdaboitempo.com.br/2019/05/13/a-universidade-nao-e-um-espaco-dos-esquerdistas/ https://www.intercept.com.br/2024/12/05/uerj-curso-brasil-paralelo/ https://www.intercept.com.br/2024/11/29/escolas-mesmo-privadas-nao-sao-lugar-da-brasil-paralelo/ https://www.intercept.com.br/2024/11/28/brasil-paralelo-produtora-de-extrema-direita/ https://www.intercept.com.br/2024/11/27/brasil-paralelo-mecenas-escolas-ongs/ https://www.intercept.com.br/2024/06/21/brasil-paralelo-ja-gastou-meio-milhao-de-reais-em-anuncios-contra-aborto/ https://www.intercept.com.br/2024/05/24/como-a-brasil-paralelo-surfou-na-radicalizacao-da-direita/ https://www.intercept.com.br/2022/05/19/brasil-paralelo-entrevista-historiadora-leandro-ruschel/ https://www.intercept.com.br/2021/12/18/facebook-lucrou-anuncio-brasil-paralelo-associa-simone-de-beauvoir-a-pedofilia/ https://www.intercept.com.br/2021/12/09/brasil-paralelo-lanca-ofensiva-judicial-para-calar-criticos-e-reescrever-a-propria-historia/ https://www.brasildefato.com.br/2018/11/13/professores-e-alunos-enfrentam-ameaca-da-universidade-sem-partido/
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    30 minutos