Episódios

  • Hungria após a derrota de Orbán: “A Rússia não vai ficar parada, tem mais cavalos de Tróia na União Europeia”
    Apr 12 2026

    A derrota de Viktor Orbán nas eleições húngaras, após 16 anos no poder, marca uma viragem geopolítica significativa no coração da Europa. O candidato da oposição, Péter Magyar, conquistou uma maioria qualificada de dois terços no Parlamento, numa vitória que analistas consideram um revés tanto para Moscovo como para a influência trumpista na região. A mudança reequilibra o chamado Grupo de Visegrado e poderá facilitar o apoio à Ucrânia, embora os analistas alertem para a ausência de uma transformação radical imediata na política externa de Budapeste.

    No plano internacional, as negociações entre os Estados Unidos e o Irão continuam num impasse perigoso, com Teerão a apresentar linhas vermelhas que incluem indemnizações de guerra, controlo do Estreito de Ormuz e paridade de armamento regional, condições que Washington rejeita sob pressão dos países do Golfo. Em paralelo, um relatório do jornal ucraniano Ukrainska Pravda expôs um esquema sistematizado de corrupção no recrutamento militar da Ucrânia, com preços tabelados para isenções que variam entre os 300 e os 50.000 dólares, numa altura em que, paradoxalmente, Kiev regista os seus melhores resultados operacionais desde o início da guerra, superando pela primeira vez a Rússia no número de drones de longo alcance utilizados. O Guerra Fria foi exibido na SIC a 12 de abril.

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    21 minutos
  • "Trump está a criar desgraça atrás de desgraça": O fim da hegemonia americana à vista?
    Mar 29 2026

    Nuno Rogeiro e José Milhazes, guiados por Clara de Sousa, mergulharam nos bastidores da atual tensão internacional: do nuclear iraniano estrategicamente escondido em Isfahan ao subtil (e por vezes desajeitado) xadrez das alianças globais entre Estados Unidos, Golfo, Rússia e Ucrânia. “O real impacto dos ataques nunca é verdadeiramente conhecido. O que se pensava ter sido neutralizado pode afinal continuar operacional”, avisa Nuno Rogeiro, em referência ao misterioso material nuclear iraniano, capaz de passar “de 60% para uso militar em poucos meses”. Entre imagens pixelizadas de bombardeamentos e satélites russos passando sobre bases estratégicas, Rogeiro alerta: “Os mísseis provavelmente não tocarão este material”. Milhazes não hesita em apontar o dedo à atual administração americana: “Já vimos que são loucos, ignorantes e perigosos, e, além disso, nem sequer têm freios, como é o caso de Trump”. Uma estratégia errática que, segundo ele, pode “permitir a Putin invadir alguns dos países vizinhos” e empurrar os Estados Unidos para um desgaste semelhante ao do Vietname — ou pior: “poderá ser pura e simplesmente o fim da hegemonia americana”.

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    30 minutos
  • Ucranianos enviam especialistas em drones para o Médio Oriente, mas “Trump diz que a última pessoa a quem podia pedir ajuda é Zelensky”
    Mar 22 2026

    A guerra no Irão continua, o regime não desiste de lutar contra a ofensiva dos EUA e Israel. Os mísseis que o Irão tem para se defender podem atingir alvos a 4000 km, uma distância que lhes permite atacar grande parte da Europa, incluindo chegar a algumas zonas de Espanha. “Não há prova de que estes mísseis estejam já operacionais. É importante não lançar o pânico”, sublinha Nuno Rogeiro. A Ucrânia enfrenta ainda a invasão russa, ainda assim enviou 220 especialistas em drones para o Médio Oriente para ajudar os aliados. “Trump diz que a última pessoa a quem podia pedir ajuda é Zelensky”, afirma José Milhazes, alertando para o dinheiro que se podia poupar ao aproveitar o conhecimento dos ucranianos. Ouça a análise dos comentadores na versão podcast do Guerra Fria, emitido na SIC a 22 de fevereiro.

    Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui

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    31 minutos
  • Petróleo dispara com tensão no Estreito de Ormuz (e Putin pode ser o grande beneficiado)
    Mar 15 2026

    Mais uma semana passou desde o conflito desencadeado pelo bombardeamento dos Estados Unidos ao Irão e os efeitos económicos começam a fazer-se sentir. “O preço do petróleo está, como sabemos, muito alto. E Vladimir Putin está a ganhar muito, muito dinheiro”, admite José Milhazes.

    No episódio desta semana, os comentadores analisam as ligações entre dois conflitos que estão a marcar a atualidade internacional: a guerra na Ucrânia e a crescente tensão no Golfo Pérsico. Com a atenção internacional a deslocar-se, a subida do preço do petróleo e os impasses nas negociações, Milhazes acredita que, “neste momento, Putin está feliz e contente”.

    Mas de que forma o aumento do preço do petróleo pode traduzir-se em vantagens políticas para o Kremlin? E o que poderá acontecer à Ucrânia se o conflito se prolongar por muito mais tempo?

    Os comentadores abordaram ainda os protestos na Hungria e na Arménia, a situação dos desertores russos deportados da Alemanha e a evolução das fortunas dos oligarcas em plena guerra e sob sanções — numa “velha Rússia czarista” onde, segundo Milhazes, “3% vive bem, o resto não interessa”.

    Sob moderação de Clara Ferreira Alves, o programa foi emitido na SIC a 15 de março. Ouça aqui a versão em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.

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    33 minutos
  • Do apoio russo aos sistemas chineses: quem está por trás da resistência do Irão?
    Mar 8 2026

    No Guerra Fria desta semana, analisa-se o papel das grandes potências no agravamento da crise no Médio Oriente e as suas ligações ao conflito na Ucrânia. Uma das perguntas centrais é até que ponto Rússia e China estão a ajudar o Irão. Ao mesmo tempo, os países árabes parecem entrar numa nova fase de confronto com Teerão. Os Emirados Árabes Unidos assumem publicamente estar em guerra com o Irão, enquanto a Arábia Saudita discute com o Paquistão novas respostas militares para a ameaça iraniana. A desconfiança em relação às promessas de cessar-fogo cresce na região. Este Guerra Fria em podcast de 08 de março acompanha as últimas evoluções da guerra na Ucrânia: ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas, sanções e apreensão de navios da chamada “frota fantasma”, novas instalações militares em território ucraniano e tensões políticas dentro da União Europeia, com a Hungria a aumentar a pressão sobre Kyiv.

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    31 minutos
  • “Funerais no Irão são manifestações políticas”: que Irão vamos ter após a morte de Khamenei?
    Mar 1 2026

    No rescaldo do desaparecimento de algumas das principais figuras do regime iraniano, incluíndo o Líder Supremo Ali Khamenei, Nuno Rogeiro e José Milhazes destacaram os sinais de instabilidade e a fragmentação do aparelho de poder iraniano, sendo já visíveis lutas internas e um contexto de repressão que dificulta a articulação de uma oposição organizada. No entanto, o processo de sucessão ao líder supremo segue os trâmites constitucionais, com pelo menos seis nomes em cima da mesa, num ambiente marcado pela incerteza quanto à futura configuração política do país.

    Os comentadores analisam também as consequências geopolíticas da fragilização do Irão, tanto para a Rússia — tradicional aliada de Teerão — quanto para o próprio equilíbrio no Médio Oriente. O “Guerra Fria” foi exibido na SIC a 1 de março.

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    31 minutos
  • A Ucrânia não estava preparada em 2022?
    Feb 25 2026

    A nova narrativa sugerida ao público é a de que, em fevereiro de 2022, a Ucrânia não estava preparada para a invasão russa. Foi apanhada de surpresa e só tomou nota do que se passava depois de avisada pelo MI6 e pela CIA. Será esta ideia alinhada com a realidade? A verdade é que, no dia 23 de fevereiro de 2022, um dia antes da invasão, a Ucrânia já movimentava tropas específicas para a defesa da cidade de Kharkiv. Uma manobra militar que já se fazia prever? Ouça a análise de José Milhazes e de Nuno Rogeiro na versão podcast de um episódio especial do programa Guerra Fria, emitido na SIC Notícias a 24 de fevereiro.


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    29 minutos
  • “Há várias manifestações no Irão. Dá a ideia que os manifestantes querem mostrar aos americanos que continuam a ser reprimidos”
    Feb 22 2026

    Com 300 aviões de combate, dois porta-aviões e até submarinos com mísseis de cruzeiro, a presença americana na região é significativa. Será que estamos a ver uma fase de dissuasão ou algo mais próximo de um confronto direto? Na região do Golfo, não havia tanto aparato militar americano desde a invasão do Iraque. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, confirmou que os Estados Unidos e o Irão vão realizar uma nova ronda de conversações na quinta-feira em Genebra.

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    31 minutos