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Ilustríssima Conversa

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De: Folha de S.Paulo
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Sobre este título

A equipe de jornalistas da Ilustríssima, da Folha, entrevista autores de livros de não ficção ou de pesquisas acadêmicas.2026 Folha de S.Paulo Ciências Sociais Política e Governo
Episódios
  • Vladimir Safatle: O que vemos hoje não é metáfora, é o fascismo mesmo
    Feb 28 2026

    Vladimir Safatle, filósofo e professor da Universidade de São Paulo, está lançando o livro "A Ameaça Interna —Psicanálise dos Novos Fascismos Globais", pela editora Ubu.

    No podcast Ilustríssima Conversa deste sábado (28), o autor argumenta que aquilo a que estamos assistindo na cena política contemporânea, com a emergência do populismo autoritário em diversos países, não é uma metáfora do fascismo ou uma regressão ao fascismo; é o próprio fascismo.

    Safatle estabelece uma relação entre o que chama de fascismo global e as mentalidades e ideologias vigentes nas sociedades ditas neoliberais: o individualismo acirrado, a competição, a ideia de que alguém vai sempre perder. Ele prefere chamar esses regimes não de democracias, mas de fascismos restritos.

    O professor ainda fala, no podcast, sobre a polêmica que se criou em torno de um artigo sobre as teorias decoloniais que publicou na revista piauí ("Estudos decoloniais e o grande FMI universitário").

    • Produção e apresentação: Marcos Augusto Gonçalves
    • Edição de som: Raphael Concli

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    58 minutos
  • Camila Appel: Paradigma médico atual cria entraves a morte mais humana
    Feb 7 2026

    O ditado diz que a morte é a única certeza da vida —todo o mundo sabe, desde criança, que vai morrer, mas quase nada dá mais medo do que pensar no fim da vida.

    Para falar sobre por que a gente precisa falar sobre a morte, o Ilustríssima Conversa recebe Camila Appel nesta semana. A jornalista é criadora do blog Morte sem Tabu, da Folha, e acabou de lançar "Enquanto Você Está Aqui", uma reflexão sobre vários aspectos do fim das nossas vidas endereçada à sua mãe, a dramaturga Leilah Assumpção, 84.

    Esta é a raiz do trabalho que Appel vem desenvolvendo desde 2014: disseminar a ideia de que a morte, por ser uma certeza para todos, precisa ser tratada com a maior naturalidade possível, tanto para podermos lidar melhor com o fim da vida de mães e pais, irmãs e irmãos, esposas e maridos, cachorros e gatos quanto para conseguirmos nos preparar para a nossa própria morte.

    Esse assunto pode parecer sombrio, mas, como Appel lembra, olhar de frente para a nossa finitude é, antes de tudo, uma forma de pensar em como queremos viver.

    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Raphael Concli

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    54 minutos
  • Elvia Bezerra: Ruazinha em Santa Teresa mudou a poesia de Manuel Bandeira
    Jan 24 2026

    Em uma crônica, Manuel Bandeira escreve que a rua do Curvelo, onde morou de 1920 a 1933, "é uma ruazinha tranquila, e embora a dez minutos do centro da cidade parece um trecho de província".

    A rua de uma quadra em Santa Teresa, no Rio, poderia ser um detalhe sem muita importância na biografia de Bandeira. No entanto, para Elvia Bezerra, pesquisadora de literatura brasileira, deve ser vista como um aspecto fundamental na sua formação e no seu destino de poeta modernista.

    Bezerra diz que, imerso na atmosfera de província do Curvelo, um Manuel Bandeira recluso e tuberculoso redescobriu o encanto da rua —e esse universo de gente simples o arrancou do mundo fechado de poeta, se imbuiu nos seus versos e deu impulso a um dos períodos mais ricos da sua produção literária.

    Nos anos em que Bandeira esteve lá, também moraram na rua, hoje chamada Dias de Barros, o poeta Ribeiro Couto e a psiquiatra Nise da Silveira, os três personagens a que a autora se debruça em "A Trinca do Curvelo".

    Publicado pela primeira vez em 1995, o livro volta a circular em uma edição revista e ampliada, que incorpora fontes disponibilizadas nas últimas décadas, como a correspondência de autores modernistas.

    Nesta entrevista, Bezerra explica como um encontro com Nise da Silveira se tornou o empurrão inicial do livro e conta o que descobriu ao investigar a vida e a obra de Manuel Bandeira, em especial as relações amorosas do poeta "ferozmente discreto", tema de dois ensaios inéditos incluídos na nova edição da obra.

    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Raphael Concli

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    47 minutos
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