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Ilustríssima Conversa

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De: Folha de S.Paulo
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Sobre este título

A equipe de jornalistas da Ilustríssima, da Folha, entrevista autores de livros de não ficção ou de pesquisas acadêmicas.2026 Folha de S.Paulo Ciências Sociais Política e Governo
Episódios
  • João Paulo Charleaux: Israel comete crimes de guerra em Gaza
    Apr 11 2026

    Pouca gente já leu o texto da Convenção de Genebra, e a maior parte das pessoas provavelmente tropeçaria se precisasse explicar a diferença entre a Corte Internacional de Justiça e o Tribunal Penal Internacional.

    No entanto, lembra João Paulo Charleaux, isso não é essencial para que quase todo o mundo entenda alguns princípios humanitários que devem ser respeitados nas guerras —por exemplo, que nada justifica atirar em inimigos rendidos, atacar ambulâncias e hospitais, matar uma população de fome ou torturar crianças.

    Charleaux, autor do recém-lançado "As Regras da Guerra", analisa como essas normas evoluíram ao longo dos últimos séculos. Neste episódio, ele fala sobre alguns conflitos atuais, como a ofensiva militar de Israel em Gaza e o ataque de Trump ao Irã.

    Para o autor, o Hamas cometeu uma longa lista de crimes de guerra no 7 de Outubro e Israel tem o direito de se defender. Contudo, em sua avaliação, o país vem ultrapassando de forma calculada os limites legais estabelecidos e isso deve ter um alto custo moral.

    Ele diz considerar que Israel está cometendo crimes de guerra gravíssimos em Gaza e que o mandado de prisão do TPI contra Netanyahu é acertado.

    Charleaux também discute os dilemas criados pelo uso cada vez mais frequente de drones e de ferramentas de inteligência artificial nas guerras e o papel que as Forças Armadas do Brasil devem ter em um cenário geopolítico mais extremo.

    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Jéssica Cruz

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    54 minutos
  • Rita Carelli: Mito indígena evoca origem comum de todos os povos
    Mar 28 2026

    No começo de "O Mundo Fora da Pedra", Rita Carelli narra as longas viagens de barco da sua infância rumo à aldeia dos enawenê-nawês, no noroeste do Mato Grosso. Ela se lembra, mais que tudo, das noites que passou no barraco do Vicente Cañas, às margens do rio Juruena.

    O jesuíta espanhol chegou ao Brasil em 1966 e rumou para o estado. Era um tempo em que as missões da Igreja Católica na amazônia se transformavam: os religiosos mandados à região para converter os indígenas ao catolicismo e supostamente civilizá-los começaram a tentar entender os seus modos de vida e lutar para garantir os seus direitos.

    Visto mais como riponga que como missionário, Vicente Cañas passou a viver entre os indígenas e, em abril de 1987, foi assassinado no seu barraco. O processo sobre o crime, cheio de falhas, só foi concluído em 2025, quando a Justiça determinou a prisão de um delegado aposentado condenado pelo homicídio.

    Três décadas depois do assassinato, Carelli resolveu se dedicar a reconstituir essa história. Filha de uma antropóloga e de um cineasta envolvidos com a causa indígena, ela visitou os enawenê-nawês e outros povos desde criança e, hoje, o seu trabalho como escritora e diretora de cinema é perpassado por essas experiências.

    Neste episódio, a autora fala sobre como construiu a narrativa de "O Mundo Fora da Pedra", que ela diz ser um livro estranho por combinar um mergulho em um inquérito policial de milhares de páginas, uma reflexão sobre a história do país e uma costura das suas próprias memórias.

    Carelli explica algumas práticas rituais e outros aspectos da cultura exuberante dos enawenê-nawês e fala sobre como o mito de origem do grupo —sair de uma pedra ancestral em que todas as pessoas viviam juntas— ajuda a pensar o mundo de hoje.

    • Veja fotos de fotos de Vicente Cañas e dos enawenê-nawês
    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Raphael Concli

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    46 minutos
  • Uirá Machado: Obsessão por xadrez e fervor religioso marcaram vida de Mequinho
    Mar 14 2026

    Em 1979, o maior jogador brasileiro de xadrez da história mal conseguia se mexer. Trancado no seu apartamento, Mequinho sentia muita fraqueza e tinha medo de morrer a qualquer momento.

    O enxadrista teve que se afastar dos tabuleiros por causa da doença, que ele acreditava ser miastenia grave, e começou a frequentar um grupo de oração da Renovação Carismática Católica.

    No auge dessa crise, Mequinho recebeu em casa uma das pioneiras no país das sessões de cura, que se impressionou com a suposta graça instantânea alcançada. O enxandrista retomou os movimentos e passou a dizer que tinha sido curado por Jesus —não totalmente, mas 99%.

    Esse é um dos momentos de virada da vida de Mequinho, esquadrinhada por Uirá Machado, jornalista da Folha, na biografia recém-lançada "Entre Bispos e Reis".

    O livro narra a infância do garoto prodígio no interior do Rio Grande do Sul, a glória nos anos 1960 e 1970 e o fervor religioso que marcou a vida do enxadrista a partir da década de 1980.

    Convidado deste episódio, Uirá fala sobre a importância de Mequinho na história do esporte brasileiro e explica como o enxadrista trocou a obsessão pelos tabuleiros pela pregação religiosa —Mequinho passou a dizer nos últimos anos, por exemplo, que foi escolhido por Jesus como profeta do apocalipse.

    • Veja galeria de fotos da trajetória de Mequinho
    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Raphael Concli

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    51 minutos
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